Biden admite uso de armas ocidentais na Rússia

Chefes da diplomacia norte-americana e britânica em Kiev para reforçar apoio e discutir armamento. EUA e Reino Unido anunciam novos pacotes financeiros e envio de armas.

12 de setembro de 2024 às 01:30
Foto: Reuters
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O Presidente norte-americano, Joe Biden, admitiu pela primeira vez a possibilidade de permitir o uso de mísseis de longo alcance fornecidos à Ucrânia pelos aliados ocidentais para atacar a Rússia. “Estamos a trabalhar nisso neste momento”, disse o Presidente dos EUA.

Há muito tempo que Volodymyr Zelensky pressiona os aliados ocidentais para poder usar os mísseis Atacms americanos e Storm Shadow britânicos, ambos com mais de 200 km de alcance, para atacar alvos em território russo, mas até agora Biden tem resistido devido ao receio de uma escalada que possa arrastar a NATO para a guerra.

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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o homólogo britânico, David Lammy, reuniram-se na quarta-feira com o Presidente ucraniano em Kiev, que disse esperar “decisões fortes” dos aliados. Blinken anunciou um novo pacote de cerca de 700 milhões de euros de ajuda à Ucrânia. O governante norte-americano já tinha prometido que os EUA vão fornecer a Kiev “aquilo de que necessita, quando necessitar, para ser tão eficaz quanto possível na luta contra a agressão russa”. Também David Lammy anunciou que o Reino Unido vai entregar centenas de mísseis a Kiev ainda este ano.

Estes apoios surgem um dia depois de os EUA e o Reino Unido terem acusado o Irão de fornecer centenas de mísseis de médio alcance à Rússia, numa escalada que poderá ser vista como uma possível justificação para que os aliados deem luz verde a Kiev para usar armas de longo alcance contra a Rússia.

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