“Chegou a hora de silenciar as armas”: Keir Starmer anuncia reunião de comandos militares em Londres

Primeiro-ministro britânico pede à comunidade internacional para manter pressão sobre Putin.

15 de março de 2025 às 14:35
Volodymyr Zelensky e Keir Starmer Foto: Toby Melville/Reuters
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, presidiu, este sábado, a uma videoconferência com 26 líderes mundiais, incluindo o chefe do Governo Luís Montenegro, para discutir um possível acordo de paz na Ucrânia. 

O encontro, que ainda não apresentou uma decisão definitiva, estabeleceu três objetivos para garantir a segurança no país de Zelensky, que esteve presente na reunião, segundo o El País

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Em primeiro lugar, os países devem reforçar a posição de Kiev a nível financeiro e militar. Em segundo lugar, os países, que pretendem aliar-se a favor da paz na Ucrânia, devem estar “preparados para defender qualquer acordo” de cessar-fogo. E, por último, a comunidade internacional deve manter a pressão sobre Putin. 

Keir Starmer marcou uma reunião de comandos militares em Londres, na próxima quinta-feira, para “implementar planos fortes e robustos que suportem um acordo de paz e garantam a segurança futura da Ucrânia”. 

“Chegou a hora de silenciar as armas e cessar os ataques bárbaros contra a Ucrânia. Temos de chegar a um cessar-fogo já”, afirmou Starmer. O primeiro-ministro britânico assegurou que “mais cedo ou mais tarde, Vladimir Putin vai ter que se sentar à mesa e envolver-se no processo sério de negociações”. 

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Starmer disse aos chefes de governo que a Ucrânia demonstrou querer paz e é Putin quem está a tentar atrasar algum acordo. 

“O caminho para a paz deve começar incondicionalmente. E se a Rússia não quiser, então é preciso aplicar pressão até que queira”, escreveu Zelensky nas redes sociais, depois da videoconferência. “Moscovo percebe uma linguagem”, acrescentou, apelando a uma “posição clara” sobre as garantias de segurança. 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou também nas redes sociais que “a Rússia deve mostrar que está disposta a apoiar um cessar-fogo que levará à paz justa e duradoura”, reiterando o apoio da Europa. 

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