Chelsea pede ao governo britânico para poder vender bilhetes

Ativos do clube foram congelados na sequência das sanções impostas ao magnata russo Roman Abramovic.

14 de março de 2022 às 20:40
Chelsea Foto: Reuters
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O Chelsea pediu esta segunda-feira ao governo britânico para poder vender bilhetes para os seus jogos de futebol, dado o congelamento dos seus ativos na sequência das sanções impostas ao magnata russo Roman Abramovic, ainda dono do clube.

Os campeões europeus e mundiais de clubes pediram esta segunda-feira "que seja permitido aos adeptos ter acesso a bilhetes", num comunicado em que dão conta de reuniões diárias com todas as partes, da Premier League à federação e ao governo.

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Os londrinos não conseguem vender bilhetes para os jogos em casa à exceção dos que já estavam contratualizados com os sócios, o que inclui adeptos não quotizados e fãs dos clubes visitantes, mas também os lugares destinados aos 'blues' noutros estádios.

A decisão foi tomada para impedir que Abramovich pudesse gerar lucro através do clube, o que está em linha com as sanções impostas a vários oligarcas russos que o governo britânico vê como próximos do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sequência da investida militar na Ucrânia.

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De resto, um porta-voz do governo disse esta segunda-feira que os adeptos do Chelsea têm tido uma postura "totalmente inapropriada" ao cantarem pelo magnata durante o minuto de silêncio destinado à situação humanitária em curso na Ucrânia.

O Chelsea é terceiro classificado da Liga inglesa e está ainda em prova a defender o título europeu, jogando na quarta-feira em França contra o Lille por uma vaga nos quartos de final da Liga dos Campeões, após vencer a primeira mão em Londres por 2-0.

A guerra desencadeada pela Rússia na Ucrânia levou a que muitos países decretassem um conjunto de sanções, incluindo financeiras, aos vários oligarcas próximos de Vladimir Putin, com o congelamento dos seus bens.

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Esse facto também afetou o Chelsea, mergulhado assim numa grave crise financeira, o que levou Abramovich a tentar vendê-lo, num processo que fortaleceu o vínculo dos adeptos ao russo.

Os londrinos, que agora só podem socorrer-se das suas contas, têm despesas salariais mensais com futebolistas superiores a 30 milhões de euros, pelo que o clube corre o sério risco de estrangulamento financeiro a breve prazo.

O governo voltou a indicar que não se opõe à venda do clube, algo que Abramovich alegadamente pretenderá fazer com a maior brevidade possível, numa operação que será "sujeita a condições".

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"Estamos abertos a uma venda do clube. Estaríamos dispostos a estudar um pedido de alteração da licença [ao abrigo da qual o clube foi autorizado a continuar as suas atividades], que permitiria a sua realização, se as circunstâncias o permitirem", indicou o porta-voz do governo britânico, sem detalhar.

No entanto, especificou, o clube ainda não fez qualquer pedido nesse sentido.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

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A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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