Eurodeputados pedem em Kiev mais sanções à Rússia e consideram adesão irreversível

Realizou-se esta segunda-feira em Kiev a 18.ª reunião do Comité Parlamentar de Associação entre a União Europeia (UE) e a Ucrânia.

29 de junho de 2026 às 20:56
Bandeiras da União Europeia hasteadas em frente ao edifício Berlaymont, em Bruxelas Foto: DR
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Um grupo de eurodeputados reuniu-se esta segunda-feira em Kiev com membros do parlamento ucraniano, tendo apelado a um reforço das sanções à Rússia e considerando que a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) é um "processo irreversível".

Realizou-se esta segunda-feira em Kiev a 18.ª reunião do Comité Parlamentar de Associação entre a União Europeia (UE) e a Ucrânia, que reúne deputados do Parlamento Europeu (PE) e do parlamento ucraniano e na qual participaram os eurodeputados do PS André Franqueira Rodrigues e Marta Temido.

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Em declarações à agência Lusa, André Franqueira Rodrigues referiu que, da reunião, saiu uma declaração conjunta com quase 50 pontos, na qual se reitera "o apoio total à Ucrânia por parte da UE e do PE, a condenação dos crimes de guerra e dos ataques russos às infraestruturas civis e energéticas" e "a exigência da devolução das dezenas de milhares de crianças que foram sequestradas pelos russos".

A declaração pede também um reforço das sanções à Rússia, numa altura em que a UE está a preparar o seu 21.º pacote de sanções, e a utilização dos ativos russos congelados na UE.

André Franqueira Rodrigues indicou ainda que a adesão da Ucrânia à UE foi igualmente abordada, com os eurodeputados a transmitirem aos seus pares ucranianos que, do seu ponto de vista, o processo "é irreversível", depois de, em 15 de junho, o bloco ter formalmente aberto o primeiro capítulo das negociações de adesão.

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Questionado se, nesta reunião, foi abordado o facto de, na última cimeira do Conselho Europeu, os chefes de Estado e de Governo da UE terem retirado das conclusões finais, a pedido da Hungria, a menção de que se deveriam abrir todos os capítulos das negociações de adesão da Ucrânia "o mais rapidamente possível", o eurodeputado do PS reconheceu que ouviu "alguma frustração ucraniana" sobre o assunto.

"Pudemos reunir com representantes do Governo ucraniano e ouvir a frustração de quem tem as reformas a andar, com bons resultados, e espera da parte europeia uma maior compreensão para a situação que estão a viver e que essa mesma compreensão se possa traduzir no acelerar do processo de adesão com a abertura dos diferentes 'clusters' [capítulos]", referiu.

O eurodeputado considerou que essa frustração "é compreensível" porque a Ucrânia está a ter um processo de adesão diferente do habitual, uma vez que está em guerra e, "por essa via, precisa de uma resposta célere e precisa ela própria de acelerar os processos e as reformas internas que fazem parte de um processo complexo e pesado".

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"Mas, para nós, e é uma das conclusões da reunião que tivemos no parlamento ucraniano, este é um processo irreversível", reiterou.

Sobre se, além das sanções à Rússia, foi também abordada a possibilidade de a UE retomar o diálogo com a Rússia, como tem sido defendido por alguns líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro português, Franqueira Rodrigues frisou que esse tema não foi discutido, mas salientou que está "sempre presente" a necessidade de se "encontrar uma solução pacífica para o conflito".

"E é muito importante para nós que, ao mesmo tempo que reconhecemos e suportamos o esforço da Ucrânia para se defender da agressão russa, que não se perca de vista que o objetivo é que esta agressão cesse e que a integridade territorial da Ucrânia seja preservada. É isso que se espera e é para isso que estamos também a trabalhar", afirmou.

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