Europa apoia diálogo direto entre Kiev e Moscovo

Reino Unido, França e Alemanha defendem proposta de Zelensky para a abertura de um diálogo direto com Putin. Líderes destacam urgência de aumentar a produção de intercetores.

09 de junho de 2026 às 01:30
O chanceler Friedrich Merz, Zelensky, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Emmanuel Macron reunidos em Londres Foto: Neil Hall/EPA
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Os líderes do Reino Unido, França e Alemanha manifestaram esta segunda-feira o apoio à proposta de Volodymyr Zelensky para a abertura de um “diálogo direto” entre a Ucrânia e a Rússia, defendendo que o processo deve contar com a “participação ativa dos EUA e da Europa”. A posição foi anunciada no final de uma reunião em Londres entre o Presidente ucraniano, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.

No comunicado conjunto, os dirigentes “saudaram o apelo de Zelensky para o fim da guerra, negociado através dos canais diplomáticos”, sublinhando o apoio a negociações que permitam alcançar um cessar-fogo e garantir a continuidade do diálogo. A iniciativa surge depois de Zelensky ter proposto um encontro direto com Putin, numa carta aberta. Moscovo, no entanto, respondeu que não vê “qualquer interesse” num encontro sem um acordo prévio sobre o fim do conflito.

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Os líderes europeus reforçaram ainda que “a atual linha da frente deve servir de ponto de partida para as negociações” e que “as fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força”. O comunicado, também assinado por Kiev, destaca a importância de reforçar a cooperação militar, incluindo o aumento da produção de intercetores e o desenvolvimento de capacidades de defesa antimíssil.

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