Festival solidário pela Ucrânia espera sete mil pessoas por dia em Oeiras

O arranque do Festival coincide com a celebração do dia da independência da Ucrânia.

24 de agosto de 2022 às 07:26
Luís Represas Foto: Pedro Catarino
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O festival solidário "Connect for Ukraine", que começa esta quarta-feira em Oeiras, espera cerca de 7.000 pessoas por dia, com as receitas a reverterem para o apoio aos refugiados ucranianos, vítimas da invasão da Rússia, disse à Lusa a organização.

O festival, que decorrerá até domingo no Estádio Municipal Mário Wilson, é uma iniciativa da associação UAPT - Refugiados Ucranianos e o objetivo é "uma mobilização, uma energia positiva a pedir paz", explicou José Ângelo Neto, daquela organização não-governamental.

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O arranque coincide com a celebração do dia da independência da Ucrânia, pelo que a organização do festival propõe, para esta quarta-feira, a formação de uma bandeira humana da Ucrânia no recinto do festival.

Durante cinco dias, pelo festival vão passar cerca de uma dezena de grupos e artistas portugueses, ucranianos e do espaço da lusofonia, como Luís Represas, HMB, Aurea, Martinho da Vila, Matias Damásio, Anna Trincher, Iryna Fedyshyn e Oleksandr Ponomariov.

"A ideia foi fazer um pedido de apoio em termos de apelo à paz da comunidade lusófona. Tentámos unir várias culturas, unir povos com a cultura ucraniana", afirmou José Ângelo Neto.

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Segundo a organização, o dinheiro da venda dos bilhetes reverterá "para o apoio a refugiados cá em Portugal e para compra de bens essenciais, alimentos e medicamentos, para envio para a Ucrânia".

De acordo com a Câmara Municipal de Oeiras, que apoia o festival, o bilhete diário custa 20 euros e o passe geral custa 60 euros, com a exceção de que "os ucranianos com estatuto de refugiados têm entrada livre".

A associação UAPT foi criada em fevereiro passado, poucos dias depois da invasão russa na Ucrânia, tendo organizado vários voos humanitários de retirada de cidadãos ucranianos do país, e apoiado, desde então, cerca de 6.100 refugiados, segundo contas de José Ângelo Neto.

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Alguns desses cidadãos "já seguiram para outros países da União Europeia, conseguiram ter colocação mais rápida e apoios sociais maiores, porque cada Governo tem a sua política de apoio a refugiados".

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