Kiev reivindica novos ataques de longo alcance em Moscovo

Segundo o Presidente ucraniano, os alvos atingidos estão localizados a mais de 400 quilómetros da fronteira ucraniana, em mais um exemplo de ataques contra território russo.

20 de julho de 2026 às 11:44
Presidente da Ucrânia, Zelensky Foto: Sergey Dolzhenko/ AP
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reivindicou esta segunda-feira novos ataques de longo alcance contra instalações logísticas e um depósito de petróleo na região de Moscovo como parte da estratégia para perturbar a economia russa.

"Região de Moscovo. As nossas sanções de longo alcance surtiram efeito contra instalações logísticas e um depósito de petróleo", escreveu Zelensky nas redes sociais, destacando o papel da unidade de sistemas não tripulados e da unidade de mísseis e artilharia, bem como das Forças de Operações Especiais e dos serviços de informação ucranianos.

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Segundo o Presidente ucraniano, os alvos atingidos estão localizados a mais de 400 quilómetros da fronteira ucraniana, em mais um exemplo de ataques contra território russo.

O líder da Ucrânia adiantou ainda que "dois petroleiros da 'Frota Fantasma' e quatro navios de carga no Mar Negro também foram atacados", referindo-se à campanha contra alegados navios que a Rússia utiliza para contornar as sanções internacionais.

"Estamos a responder a cada ataque russo contra as nossas cidades e comunidades", disse, acrescentando que "esta guerra precisa de acabar, e isso só será possível aumentando a pressão sobre o único responsável: a Rússia".

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A estratégia ucraniana de ataques a longa distância tem provocado uma crise severa de combustíveis e perturbações económicas profundas em território russo, já que ataques contínuos com drones danificaram gravemente as principais instalações de processamento, incluindo o complexo de Omsk e a refinaria da Gazprom, em Moscovo.

Mais de 40 regiões russas e a Crimeia ocupada implementaram restrições severas, proibindo a venda de combustíveis ao público ou impondo cupões para abastecimento devido à escassez de gasolina e gasóleo

Para tentar conter a inflação e garantir o abastecimento interno, Moscovo viu-se obrigada a decretar um bloqueio total à exportação de gasóleo, gasolina e combustível de aviação e tem tentado reconfigurar as suas defesas.

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