Ministério Público com 26 inquéritos por violação de sanções, 25 milhões de euros congelados
Montantes foram congelados pelas autoridades por suspeitas de furarem o embargo económico imposto pela União Europeia.
O Ministério Público (MP) tem abertas 26 investigações por violação das sanções impostas pela União Europeia à Rússia como retaliação pela invasão da Ucrânia, estando congelados 25 milhões de euros, confirmou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).
"Neste momento, encontram-se em investigação 26 inquéritos relativos a violação de medidas restritivas e estão congelados, em saldos de contas bancárias, cerca de 25 milhões de euros", indicou à Lusa fonte oficial da PGR.
Segundo o semanário Expresso, que avançou esta sexta-feira a notícia, os montantes em causa foram congelados pelas autoridades por suspeitas de furarem o embargo económico imposto pela União Europeia ou estarem relacionados com lavagem de dinheiro, sobretudo na área do imobiliário de luxo.
Questionada pela Lusa sobre se, além dos inquéritos em curso, foi deduzida alguma acusação por violação de medidas restritivas desde o início da guerra, a PGR não respondeu.
Em novembro de 2025, o Casa Pia, da I Liga de futebol, foi acusado pelo MP de violação de medidas restritivas, falsificação de documento e branqueamento, devido à transferência de um futebolista, no valor de 1,5 milhões de euros, para um clube russo, que é "controlado por um indivíduo que figura como conselheiro de Estado da Rússia e que se encontra sancionado pela União Europeia, desde a invasão da Crimeia pela Rússia", lê-se na acusação, conhecida em janeiro.
O Casa Pia confirmou, na altura, que a transferência em questão é do avançado brasileiro Felippe Cardoso para os russos do FC Akhmat, em julho de 2024, e garantiu que o negócio foi efetuado "de forma transparente, lícita e em estrito cumprimento da lei, rejeitando de forma categórica as acusações".
Hoje, o jornal Expresso noticia ainda que os serviços secretos nacionais têm também estado atentos aos empresários e investidores diretamente ou indiretamente ligados ao regime do Presidente russo, Vladimir Putin, que passam por Portugal.
Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia e, desde então, a guerra já custou dezenas de milhares de vidas civis e militares aos dois países, segundo várias fontes.
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