Míssil russo mata 10 marinheiros de navio com bandeira da Guiné-Bissau na Ucrânia
O cargueiro sofreu, pelo menos, um impacto na superestrutura, o que provocou um incêndio no convés.
Pelo menos 10 marinheiros morreram num ataque russo com mísseis no domingo, num porto ucraniano no Mar Negro, contra um navio mercante turco de bandeira da Guiné-Bissau, que transportava cereais, informou esta segunda-feira o Governo ucraniano.
De acordo com o ministro das Infraestruturas ucraniano, Mikola Kalashnik, a tripulação do navio era como composta por 17 cidadãos sírios e indianos e por um ucraniano.
Segundo a Armada ucraniana, a Rússia terá utilizado três mísseis de cruzeiro Kh-59 e Kh-69 no ataque contra o navio.
O cargueiro sofreu, pelo menos, um impacto na superestrutura, o que provocou um incêndio no convés.
Ainda segundo a marinha ucraniana, o navio atacado chama-se Golden Leo, é de propriedade turca e navegava sob a bandeira da Guiné-Bissau.
"Trata-se de mais um ataque deliberado da Rússia contra um navio civil desarmado (que navega) sob bandeira estrangeira e que não representava qualquer ameaça militar", afirma o comunicado da Marinha ucraniana, que classifica o ataque russo como um ato de "terrorismo", que viola o direito internacional humanitário.
A Rússia e a Ucrânia têm vindo a realizar, nesta fase da guerra, ataques diários contra petroleiros e cargueiros de bandeira estrangeira que carregam nos respetivos portos ou nos portos da Ucrânia ocupados pela Rússia.
Duas pessoas morreram na sexta-feira no porto ucraniano de Mikolaiv enquanto se encontravam a bordo de um navio que estava atracado nesse porto do sul do país. Outras cinco pessoas perderam a vida a 13 de julho, quando a Rússia atacou um navio que descarregava fertilizantes num porto da região ucraniana de Odessa.
A 5 de junho, as autoridades russas informaram o Azerbaijão da morte de cinco dos seus cidadãos em ataques ucranianos a dois navios no mar de Azov.
A Ucrânia iniciou este mês uma campanha de ataques com drones contra petroleiros e cargueiros que utilizam os seus portos ocupados no mar de Azov ou que exportam a partir da costa sudoeste da Federação Russa.
O Exército russo respondeu a estes ataques com uma nova campanha de bombardeamentos contra os portos ucranianos no Mar Negro e contra os navios que os utilizam, à semelhança do que já tinha feito noutras fases da guerra.
Em consequência dos ataques recíprocos, o tráfego marítimo diminuiu drasticamente tanto no Mar de Azov como nas costas ucranianas e russas do Mar Negro.
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