Rússia levanta restrições nos combustíveis após ataques ucranianos a refinarias
Mantêm-se as proibições de exportação de gás e petróleo.
As regiões russas afetadas nas últimas semanas por escassez de combustível devido a ataques ucranianos levantaram ou flexibilizaram as restrições antes impostas aos cidadãos, mas as proibições de exportação de gás e petróleo mantêm-se.
Kiev tem atacado refinarias e depósitos de petróleo na Rússia, o que provocou uma escassez de combustível em várias regiões russas e na península da Crimeia anexada.
Face à escassez, muitas das zonas afetadas impuseram restrições à quantidade de combustível que podia ser vendida, gerando filas enormes de viaturas à espera de abastecer e tumultos.
Entre segunda-feira esta terça-feira, estas restrições foram levantadas ou flexibilizadas em pelo menos sete regiões, incluindo Moscovo e São Petersburgo, bem como no sul, particularmente afetado pela escassez, afirmaram as autoridades e os meios de comunicação locais.
O levantamento das restrições surgiu depois de a Rússia ter anunciado no sábado a prorrogação até ao final do ano da proibição da exportação de gasolina, no âmbito das medidas destinadas a estabilizar a situação no mercado.
Na capital russa e na segunda maior cidade do país, as companhias petrolíferas russas Lukoil, Teboil e Gazprom, suspenderam total ou parcialmente os limites à compra de combustível nos seus postos de abastecimento.
Os meios de comunicação locais também noticiaram uma flexibilização ou a revogação total das restrições nas regiões de Rostov, Volgogrado, Stavropol e Krasnodar, no sudoeste, e na região de Omsk, na Sibéria.
O vice-primeiro-ministro russo responsável pela energia, Alexandre Novak, tinha assegurado no sábado que a situação se estava a estabilizar progressivamente e que várias refinarias tinham "retomado a atividade" após os ataques ucranianos.
De acordo com Novak, "a situação melhorou significativamente nos postos de abastecimento no que diz respeito ao abastecimento [de combustível], incluindo para os produtores agrícolas".
Para fazer face à escassez, a Rússia, um dos principais produtores mundiais de petróleo, tinha proibido as exportações de gasolina e gasóleo, medidas que, por enquanto, continuam em vigor.
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