Rússia prorroga proibição de exportação de gasolina
Ucrânia tem vindo a atacar regularmente com drones infraestruturas da indústria petrolífera russa, mas também estruturas do setor logístico do país.
A Rússia anunciou este sábado a prorrogação até ao final do ano da proibição da exportação de gasolina, no âmbito das medidas destinadas a estabilizar a situação no mercado local, na sequência dos ataques ucranianos às refinarias russas.
"Decidimos, numa reunião, estender a proibição de exportar gasolina tanto aos produtores como aos não produtores. Ou seja, será prorrogada até ao final do ano", declarou à imprensa russa o vice-primeiro-ministro russo, Alexandr Novak.
Quanto à proibição de exportação de gasóleo, esta será levantada "à medida que o mercado se recupere", afirmou.
O vice-primeiro ministro russo explicou ainda que esta medida visa evitar que as refinarias enfrentem dificuldades devido ao excesso de oferta e à diminuição da capacidade de refinação.
Para minorar a situação, o Governo adotou diversas medidas, entre as quais a proibição da exportação de gasolina e gasóleo.
Ao mesmo tempo, a conclusão das reparações em algumas refinarias permitiu aumentar o abastecimento ao mercado e estabilizar a situação, assinalaram as autoridades russas.
Em 10 de julho, o vice-primeiro-ministro russo já tinha reconhecido uma escassez de combustível e filas nos postos de abastecimento, que atribuiu a ataques ucranianos a infraestruturas energéticas, quando antes tinha justificado com um aumento da procura provocado pelo pânico dos consumidores.
A Ucrânia tem vindo a atacar regularmente com drones infraestruturas da indústria petrolífera russa, mas também estruturas do setor logístico do país.
De acordo com a imprensa internacional, a crise de combustível provocada pelos ataques ucranianos às refinarias russas estará a afetar um terço dos cerca de 145 milhões de habitantes do território russo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt