"Se a Ucrânia arde, Moscovo também vai arder": Zelensky defende ataques de grande escala contra Moscovo
Presidente ucraniano diz que ataques são uma resposta totalmente justificada aos ataques russos.
A Ucrânia lançou um dos maiores ataques com drones contra Moscovo, na madrugada de quinta-feira, desde o início do conflito, em 2022. A ofensiva atingiu uma importante refinaria de petróleo nos arredores da capital russa, provocando incêndios de grandes dimensões, interrupções no tráfego aéreo que levaram ao cancelamento de dezenas de voos e evacuações preventivas em várias zonas da cidade.
Segundo as autoridades russas, centenas de drones foram intercetados pelos sistemas de defesa aérea, mas vários aparelhos conseguiram alcançar os seus alvos, nomeadamente uma refinaria considerada estratégica para o abastecimento de combustível da região de Moscovo.
O Presidente ucraniano diz que estes ataques são uma “resposta totalmente justificada aos ataques russos” e deixa um aviso direto ao Kremlin. “Não queremos esta guerra e nunca a quisemos. Mas se a Ucrânia arder, Moscovo também vai arder”, declarou.
A ofensiva ucraniana surge poucos dias depois de uma nova vaga de bombardeamentos russos sobre cidades ucranianas, incluindo Kiev, onde foram registadas vítimas mortais e danos significativos em infraestruturas civis e património histórico, como a Catedral da Dormição no complexo religioso de Pechersk Lavra.
Zelensky voltou ainda a defender o reforço das sanções internacionais contra os setores energético e militar russos, argumentando que a pressão económica continua a ser essencial para enfraquecer a capacidade de Moscovo de financiar a guerra.
Nos últimos meses, a destruição de refinarias e infraestruturas energéticas tornou-se uma prioridade estratégica para Kiev. O objetivo passa por atingir uma das principais fontes de receita da Rússia e aumentar os custos da campanha militar do Kremlin.
Enquanto ambos os lados mantêm a troca de ataques, aumenta a preocupação internacional com uma nova escalada do conflito. Apesar dos apelos diplomáticos para negociações de paz, os acontecimentos dos últimos dias mostram que a guerra continua longe de uma solução e que a intensidade dos combates poderá aumentar nas próximas semanas.
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