Tinder vai deixar de funcionar na Rússia porque empresa quer "defender os direitos humanos"

Uma publicação do grupo informa que vai abandonar as atividades no país até 30 de junho.

02 de maio de 2023 às 19:48
Tinder Foto: GettyImages
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A empresa que controla e opera aplicações de encontros como o Tinder, a Match Group, anunciou o encerramento de todas as operações na Rússia, até ao final de junho, mais de um ano após a invasão da Ucrânia.

Uma publicação do grupo, no seu relatório anual, com balanço do progresso da responsabilidade social e ambiental do grupo, informa que vai abandonar as atividades na Rússia até 30 de junho, justificando a decisão com a "vontade de defender os direitos humanos".

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"As nossas marcas estão a estabelecer as condições para restringir o acesso aos nossos serviços na Rússia e terão efetivada a retirada do mercado russo até 30 de junho", lê-se no relatório.

A saída do grupo especializado em serviços de encontros, como Tinder, Hinge, Meetic ou match.com, acontece mais de um ano após o início da guerra na Ucrânia e quando o governo local endurece a legislação que regula o setor de tecnologia face à crescente repressão política.

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A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.709 civis mortos e 14.666 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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