Zelensky admite parar ataques a petróleo russo com garantias

Declaração surge depois de o homólogo norte-americano ter dito que a Ucrânia e a Rússia aceitaram parar ataques a infraestruturas energéticas.

14 de setembro de 2026 às 19:14
Volodymyr Zelensky Foto: Sergey Dolzhenko/EPA
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta segunda-feira que a Ucrânia está disponível para suspender os ataques contra infraestruturas petrolíferas russas se receber garantias de que Moscovo deixará de bombardear o sistema energético da Ucrânia. 

Zelensky reagia ao anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um acordo com Kiev e Moscovo para uma cessação dos ataques contra os respetivos alvos energéticos.

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"Se os nossos parceiros estiverem dispostos a garantir que a Rússia se abstém realmente de atacar o nosso sistema elétrico, outras instalações energéticas, infraestruturas críticas e rotas de abastecimento alimentar, então, é claro, estamos dispostos a garantir uma cessação correspondente dos nossos ataques", assegurou Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano sublinhou que os ataques russos não atingem apenas o sistema energético do país, mas também infraestruturas portuárias e logísticas, assim como armazéns de alimentos e produtos farmacêuticos.

Segundo Zelensky, estes bombardeamentos ameaçam provocar escassez de bens essenciais na Ucrânia com a aproximação do inverno.

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O Presidente ucraniano manifestou, contudo, dúvidas sobre a disponibilidade de Moscovo para respeitar o entendimento anunciado por Trump.

"A Ucrânia não está convencida" de que a Rússia pretenda cumprir um acordo desta natureza, afirmou Zelensky, admitindo que o Presidente russo, Vladimir Putin, possa estar interessado numa trégua parcial apenas até às eleições legislativas russas, previstas para decorrer entre 18 e 20 de setembro.

"Aguardamos detalhes dos nossos parceiros", acrescentou Zelensky sobre o entendimento anunciado pelo Presidente norte-americano.

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Trump apresentou a possível trégua como uma forma de contribuir para a redução dos preços do petróleo nos mercados internacionais, pressionados pelos ataques ucranianos contra refinarias e infraestruturas russas de armazenamento e exportação.

Zelensky recordou que Kiev propôs repetidamente uma cessação dos ataques contra infraestruturas e defendeu que um entendimento neste domínio deve constituir "um primeiro passo para a paz".

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