Zelensky debaixo de fogo

Ucranianos defendem continuidade de Mykhailo Fedorov no ministério da defesa.

17 de julho de 2026 às 01:30
Presidente da Ucrânia, Zelensky Foto: Sergey Dolzhenko/ AP
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Centenas de ucranianos manifestaram-se contra a demissão do ministro da Defesa, numa onda de protestos que atravessou várias cidades do país, após o anúncio da saída de Mykhailo Fedorov do cargo.

Em Kiev, foram muitos os que se reuniram junto ao palácio presidencial, agitando bandeiras da Ucrânia e da União Europeia. Gritaram palavras de ordem como “vergonha” e “tragam Fedorov de volta”.

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Esta é uma rara demonstração de contestação ao Presidente ucraniano desde o início da guerra. A saída de Mykhailo Fedorov surgiu no âmbito de uma remodelação mais ampla do Governo liderada por Volodymyr Zelensky, mas gerou críticas entre os cidadãos, que consideram o ministro uma figura central na condução do esforço de guerra. Os seis meses do seu mandato coincidiram com uma visível melhora na posição da Ucrânia na frente de batalha.

Os manifestantes defenderam a continuidade de Fedorov no Ministério da Defesa e demonstraram preocupação com possíveis mudanças, numa altura em que a Ucrânia continua envolvida no conflito com a Rússia.

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A remodelação governamental acontece numa fase marcada por intensos combates e por novas tentativas, de ambos os lados, para alterar o equilíbrio no teatro de operações. A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia lançou dezenas de drones e mísseis contra o território ucraniano na noite de quarta-feira, enquanto Moscovo indicou que ataques ucranianos atingiram várias regiões russas.

Foi o caso de Bryansk, que faz fronteira com a Ucrânia, onde uma adolescente de 15 anos e a sua avó morreram num ataque ucraniano. Em Yaroslavl, um homem morreu num ataque com drones.

Na Ucrânia, os ataques russos fizeram pelo menos dois mortos e seis feridos em Kiev.

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