Zelensky exige medidas para confiscar petróleo da "frota fantasma" russa

Chefe de Estado afirmou que "foi a arrogância da Rússia, alimentada pelas elevadas receitas do petróleo e do gás, que abriu caminho a esta guerra".

14 de junho de 2026 às 16:21
Volodymyr Zelensky Foto: DR
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O Presidente ucraniano exigiu este domingo medidas legais para a confiscação do petróleo transportado pelos navios da "frota fantasma" russa, com que Moscovo contorna as sanções, agradecendo ao Reino Unido a interceção de um petroleiro russo no Canal da Mancha.

"A Europa precisa urgentemente de adotar medidas legislativas que permitam não só a detenção de petroleiros e restrições aos envios de petróleo, mas também a confiscação do petróleo bruto que transportam. Isto, sem dúvida, ajudará a aproximar a paz", escreveu Volodymyr Zelensky na rede social X.

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O chefe de Estado afirmou que "foi a arrogância da Rússia, alimentada pelas elevadas receitas do petróleo e do gás, que abriu caminho a esta guerra" e enfatizou que "toda a decisão dos parceiros que priva a Rússia de receitas também limita a própria guerra".

Zelensky agradeceu ao Reino Unido por ter dado "este importante passo contra a frota de petroleiros russos" e ao primeiro-ministro, Keir Starmer, e a todos os britânicos "por esta firmeza de princípios".

O primeiro-ministro britânico anunciou este domingo que as forças armadas britânicas intercetaram o petroleiro quando este atravessava o Canal da Mancha.

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Keir Starmer afirmou que o petroleiro, carregado com uma quantidade indeterminada de crude, pertence à chamada "frota fantasma" russa, criada em 2022 para contornar as sanções impostas à Rússia por ter lançado a invasão e a guerra contra a Ucrânia.

O Ministério da Defesa precisou posteriormente que o petroleiro, chamado Smyrtos, será escoltado até à costa do sul de Inglaterra, adiantando que o cargueiro faz parte da "frota fantasma" de 700 navios através dos quais a Rússia exporta 75% do seu petróleo e derivados.

Segundo o ministro da Defesa, Dan Jarvis, a operação foi conduzida em coordenação" com as forças francesas.

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A Rússia já condenou estas ações, que classificou de "atos de pirataria", e advertiu que tomará medidas.

O enviado económico do Kremlin, Kiril Dmitriev, acusou Starmer de tentar desviar a atenção dos problemas internos de imigração com a interceção da embarcação

Já a Ucrânia saudou a operação, considerando-a um golpe contra a "máquina de guerra" do Kremlin.

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