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Zelensky diz que Moscovo já controla 20% da Ucrânia enquanto continuam combates em Severodonetsk. Veja os mapas

No dia 24 de fevereiro as tropas da Rússia iniciaram uma ofensiva militar contra a Ucrânia. Acompanhe diariamente através de mapas e infografias o evoluir do conflito no coração da Europa.
Catarina Cruz, Filipe Carmo, Marta Quaresma Ferreira(martaferreira@cmjornal.pt), Cátia Pereira de Sá e Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 28 de Fevereiro de 2022 às 19:56
No dia 24 de fevereiro as tropas da Rússia iniciaram uma ofensiva militar contra a Ucrânia. Acompanhe diariamente através de mapas e infografias o evoluir do conflito no coração da Europa.
Por Catarina Cruz, Filipe Carmo, Marta Quaresma Ferreira(martaferreira@cmjornal.pt), Cátia Pereira de Sá e Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 28 de Fevereiro de 2022 às 19:56

DIA #100
Segundo Volodymyr Zelensky, no balanço de 100 dias de guerra, a Rússia já controla 20% da Ucrânia, quando antes os territórios tomados por separatistas pró-russos consistiam em 10%. Em Kherson, as forças ucranianas garantem ter libertado 20 aldeias do controlo russo.

Já no Donbass, continuam os combates no Severodonetsk. Há cerca de 800 pessoas escondidas nas caves da fábrica química Azot, segundo o governador local.

O atual balanço aponta que 60% de todas as infraestruturas e edifícios residenciais em Lysychansk.

DIA #99

Um míssil russo atingiu o túnel ferroviário de Beskidy, em Lviv, uma passagem chave para a ajuda militar do ocidente.

Em Kherson, as tropas russas em retirada fazem explodir pontes perto da cidade de Davydiv Brid para impedir novos avanços ucranianos.

Em Zaporíjia, os russos projetam um batalhão de tanques T-62 e um batalhão de infantaria em Vasylivka.

As tropas de Putin avançam em direção de Slovyansk e norte de Avdiivka.

Em Lugansk decorrem violentos combates de rua em Severodonetsk, onde 80% da cidade está sob controlo russo.

Até então o número de civis abrigados nas caves da fábrica Azovstal é desconhecido.

DIA #98
A Ucrânia continua a ganhar terreno na zona de Kharkiv com sucessivos contra-ataques à ofensiva russa. Ainda assim, os bombardeamentos do país invasor não terminam e estão a por em causa um banco de sementes com o código genético de mais de duas mil culturas.

Na região de Donbass, a cidade de Severodonetsk continua a ser alvo de ataques russos, que controlam já 70% do território.

Mais a Sul, na região de Kherson, os contra-ataques ucranianos são cada vez mais frequentes e colocam pressão nas tropas russas.

Já em Mariupol os corpos de ucranianos continuam a ser enterrados em valas comuns. Um vídeo partilhado nas redes sociais sugere que se somam já 45 mil corpos de civis enterrados nas valas.

O Ministério da Defesa russo disse que as forças nucleares estão a fazer exercícios a norte de Moscovo. O anúncio surge depois dos EUA dizerem que iriam enviar armas de longo alcance para a Ucrânia. As forças russas vão ainda beneficiar de tanques e veículos enviados pela Bielorrússia para substituir o arsenal destruído durante a guerra.

DIA #96

Grande parte das tropas russas estão concentradas em Severodonetsk, numa altura em que a Ucrânia lançou um contra-ataque em Kherson para obrigar a Rússia a defender-se.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky visitou a cidade de Karkiv. Esta foi a primeira viagem que fez fora da capital desde o início da invasão russa.

Uma forte explosão fez-se sentir em Melitopol, uma cidade controlada pelos russos, que atribuem o ataque aos militares ucranianos.

Em Mariupol, a Rússia está a enviar aço roubado para o seu território.

DIA #93

Nove mortos em novos bombardeamentos em Kharkiv que a Ucrânia tinha já reconquistado.

No Donbas, os combates atingiram a "máxima intensidade", revelou o ministro adjunto da Defesa da Ucrânia após Severodonetsk ter sofrido com um intenso bombardeamento russo.

Em Dnipro, testemunhas deram conta de três explosões. Os bombeiros vasculham as ruínas para encontrar vítimas.

Os russos preparam a "terceira linha de defesa", prevendo possíveis contra-ofensivas ucranianas.

Em Melitopol, o batalhão é reforçado com tanques T-62 com 52 anos, o que revela a escassez de equipamento de combate moderno na Rússia, que colocou carrinhas de propaganda com ecrãs de televisão nos postos de ajuda humanitária em Mariupol.

DIA #92

A Rússia está a concentrar tropas em Severodonetsk e prepara-se para tentar invadir a cidade.

Estão também a tentar bloquear uma das estradas que ligam Severodonetsk a Bakhmut, isto depois de terem conseguido entrar em Lyman.

Nos distritos de Kherson e Zaporijia, é agora mais fácil conseguir cidadania russa, após a assinatura de um decreto por Putin.

A Rússia admite facilitar a abertura de corredores para o transporte de alimentos da Ucrânia, isto se forem levantadas algumas das sanções impostas ao país.

DIA #91

As forças russas avançam em três direções para tentarem cercar as duas cidades de Severodonetsk e Lysychansk, na região do Donbas. Os russos ocuparam Svitlodarsk e duas cidades da região de Donetsk.

Um Major General na reserva é abatido num caça Su-25 a voar na região de Lugansk. É o piloto mais graduado a ser abatido sobre a Ucrânia.

Em Kharkiv, as forças russas tentam retomar Ternova para estabilizar posições defensivas junto da fronteira.

Decorrem os primeiros ataques de mísseis a duas áreas de Zaporíjia, que atingiram residências e um centro comercial. O ataque provocou um morto e três feridos.

A Rússia colocou sistemas de mísseis S-400 no noroeste da Crimeia para reforçar o eixo-sul.

DIA #90
Os russos reforçam posições na região de Kharkiv para impedir novos avanços ucranianos que possam ameaçar as linhas de comunicação para Izyum.As tropas russas reforçam ataques aéreos e com artilharia em Izyum, com o objetivo de retomar em breve a ofensiva em Slovyansk. Ao mesmo tempo, no Donbass, continua a operação para apertar o cerco a Severodonetsk.

Em Sevastopol, imagens de satélite parecem mostrar navios militares russos a transportar cereais que terão sido roubados na Ucrânia.

DIA #89
Os russos reforçam posições na região de Kharkiv para impedir novos avanços ucranianos que possam ameaçar as linhas de comunicação para Izyum.

No Donbas, as forças russas conseguem avanços a norte e oeste de Popasna para apoiar o cerco a Severodonetsk.

Após o fim do cerco à metalúrgica Azovstal, os russos concentram-se agora no controlo da cidade.

O autarca nomeado pelos russos em Enerhodar, o munícipio que alberga a maior central nuclear da Europa, ficou ferido numa explosão.

Prosseguem os ataques das tropas de Putin com foguetes e artilharia nos distritos mais a sul do país – Zaporijia, Kherson, Dnipro e Mykolaiv.

Mais de 50 especialistas nas famosas bombas-barril (usadas na Síria) terão sido chamados para ajudar as forças russas na Ucrânia.

DIA #86
As forças russas continuam a série de ataques na região do Donbass, particularmente nas cidades de Lysychansk e Severodonetsk. Pelo mano 12 civis morreram na ofensiva. AO mesmo tempo a Rússia tenta recuperar o controlo das áreas estratégicas de Kharkiv perdidas na contra-ofensiva ucraniana. Consolida-se a ocupação russa da Ilha das Serpentes.

Já em Mariupol, conta-se um total de 1700 soldados que se renderam na última semana em Azovstal. Mas as tropas ucranianas resistem no complexo siderúrgico.

DIA #85
Durante o 85º dia da invasão russa à Ucrânia, os EUA reabriram a sua embaixada em Kiev, enquanto que a guerra continua no leste ucraniano.
Na região de Kharkiv, as forças russas continuam junto da fronteira para impedir que os militares ucranianos avancem mais a norte da cidade. A Ucrânia tem conseguido ganhar terreno sobre a Rússia. Já em Donbass, a Rússia continua a intensificar os ataques em Severodonetsk, onde já morreram pelo menos 10 civis.
Mais a sul, em Mariupol, as investidar russas continuam para tentar expulsar os restantes militares refugiados na fábrica sirúrgica de Azovstal. A Rússia planeia destruir toda a cidade depois de conseguir capturar todos os ucranianos ainda no local.
Moscovo afirma que desenvolveu uma nova geração de armas que utilizar tecnologia laser e que estão a ser usadas para destruir drones ucraniano.

DIA #84
Oito pessoas morreram num ataque à vila de Desna, na região de Chernihiv, numa altura em que as forças russas intensificam os ataques com fogo de artilharia.

Em Kharkiv, as forças ucranianas continuam a repelir as tropas de Putin a nordeste da cidade.

As forças russas continuam a realizar pequenos avanços na região do Donbas, com o foco na preparação da guerra de Severodonetsk.

A batalha pela cidade portuária de Mariupol termina de forma devastadora após quase três meses de cerco. Não é ainda claro o número de soldados que continuam presos na metalúrgica Azovstal.

DIA #83
As forças ucranianas terão atacado depósitos de munições e campos russos perto de Kherson e Mykolaev.

Em Mariupol, no entanto, 264 combatentes de Zelensky foram evacuados de Azovstal e levados para Novoazovsk e Olenivka, duas cidades controladas pela Rússia.

Moscovo quer defender as linhas de comunicação para Izyum e impedir que a artilharia ucraniana atinja Belgorod, mantendo a linha em Vovchansk e travando a contra-ofensiva da Ucrânia.

Com objetivo de impedir a ajuda vinda da Roménia, as tropas de Putin lançaram um ataque de mísseis em Dniester.

Em Donbass, os russos dão seguimento aos bombardeamentos, enquanto os combatentes se centram em Severodonetsk.

Barricadas de betão cercam o perímetro da Central Nuclear de Zaporizhia, com o intuito de estabelecer controlo russo duradouro.

DIA #82

Com 400 baixas na travessia do rio Donetsk, a Rússia pode já ter perdido um terço da força que invadiu a Ucrânia, segundo os serviços secretos do Reino Unido. Moscovo pondera enviar 2.500 reservistas para a guerra.

Os russos terão desistido do objetivo de cercar as forças ucranianas da cidade de Donetsk para Izyum. No entanto, pretendem concluir a ocupação do distrito de Lugansk.

A contraofensiva ucraniana continua a empurrar os inimigos para norte e, pela primeira vez, um batalhão do país alcançou a fronteira russa.

Com a construção de trincheiras e abrigos de betão, a Rússia deseja estabelecer o controlo permanente das áreas ocupadas em Melitopol, Mykolaev e no distrito de Kherson.

DIA #79
As unidades russas deslocam-se de Kharkiv para leste para possível ofensiva em Severodonetsk.
Os militares russos assumem o controlo de Rubizhne, no Donabs, e avançam igualmente para os arredores de Severodonetsk.

Moscovo perdeu todo um Grupo Tático de Batalhões, que tentava atravessar o rio Donets, perto de Bilohorivka.

Já na região de Mariupol, o presidente diz que as forças ocupantes planeiam um referendo de adesão à Rússia.

A Ucrânia diz ter atingido o navio de reabastecimento russo Vsevolod Bobrov, ao largo da Ilha das Serpentes, no Mar Negro. A Rússia fortaleceu posições e instalou defesas aéreas na zona ocidental da Crimeia.

DIA #78

A Rússia acusa a Ucrânia de bombardear Belgorod, referindo baixas pela primeira vez.

Em Kharkiv, as forças ucranianas forçam os russos para lá do alcance da artilharia.

A Rússia prepara avanços na direcção de Bakhmut, a partir de Popasna, em Donbas, para segurar a estrada a norte para Slovyansk.

A Rússia lançou míssies contra Komyshuvakha, em Zaporíjia.

Um comandante ucraniano preso na siderurgia Azovstal, em Mariupol, lançou um apelo pessoal ao CEO da Tesla e, agora, dono do Twitter, Elon Musk, para ajudar os combatentes a sair da cidade.

A administração russa na região de Kherson quer solicitar a anexação por Moscovo.

DIA #77

Exército russo destacou vários grupos de operações especiais para três zonas da fronteira com a Bielorrússia para responder a "aumento de ameaça" da NATO.

Já em Kharkiv, o contra-ataque ucraniano tem ganho terreno sobre as tropas russas, voltando a aproximá-las da fronteira.

Corpos de 44 vítimas foram encontrados em Izyum depois de um prédio de cinco andares ter colapsado em março.

Em Donbas, as tentativas russas de montar cerco em Severodonetsk continuam, assim como os bombardeamentos em Mariupol.

Na região sul da Ucrânia, as cidades de Zaporizhya, Dnipro, Mykolaiv e Odesa continuam sob ataques russos.

DIA #76

Rússia tem 97 grupos táticos de batalhões em posição, designados GTB. Estes grupos entram e saem da Ucrânia para recuperarem e reabastecerem, continuando a sofrer perdas e danos.

As forças russas continuam a tentar cercar Kharkiv. Já na região do Donbas, são registados violentos e intensos combates em redor de Rubizhne e Bilohorivka.

As forças russas, apoiadas por tanques, conduzem "operações de assalto" em Azovstal, Mariupol, onde permanecem os últimos defensores.

Em Odessa, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas quando sete mísseis atingiram um centro comercial e um depósito.

DIA #75
Em Kharkiv, as tropas ucranianas fazem recuar os russos que se concentram em Belgorod, para evitar que o contra-ataque chegue à fronteira. 

Voltaram a cair mísseis em Odessa, ao mesmo tempo que as tropas russas concentram mísseis anti-aéreos na Crimeia, preparando nova ofensiva. Ataque intensificam-se no Donbass.

Já em Mariupol, na siderurgia de Azovstal, um comandante ucraniano pediu, desesperado, ajuda internacional para retirar soldados do interior.
DIA #74
As forças russas explodiram várias pontes na zona de Kharkiv para retardar contra-ataques ucranianos. Na cidade vizinha, Izyum, os ucranianos continuam a defender o território das investidas russas em Barvinkove.

Na região de Donbas, as tropas russas dizem ter conquistado Popasna e Bilohorivka foi alvo de um bombardeamento numa escola que servia de abrigo a civis. Estimam-se dezenas de mortos.

Os esforços diplomáticos conseguiram retirar os últimos 300 civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol.

Em Odessa seis mísseis atingiram o aeroporto local e destruíram fábrica de mobiliário.

No Mar Negro, ucranianos destruíram um navio de assalto anfíbio e dois navios patrulha perto da Ilha das Serpentes.
DIA #73
As forças ucranianas conseguiram ganhar terreno sobre os russos na zona de Kharkiv através de estratégias contra-ofensivas a norte e leste da cidade. Na cidade vizinha, Izyum, os ucranianos continuam a defender o território das investidas russas.

Na região de Donbas a situação está mais complicada com os militares russos a conseguirem ganhar algum terreno ao redor de Severodonetsk.

Os esforços diplomáticos para retirar civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol mantém-se.

Em Odessa prolongou-se o recolher obrigatório até dia 10 de maio para prevenir possíveis ataques durante os festejos do Dia da Vitória.

No Mar Negro, a fragata russa Almirante Makarov terá sido atingida por um míssil ucraniano.
DIA #72

As tropas ucranianas resistem e repelem ataques das forças russas para o exterior da cidade de Kharkiv, em dia em que veio a público que os EUA deram informações-chave que permitiram afundar o cruzador russos Moskva. A Rússia prossegue ataques na região do Donbass enquanto continua a tentar tomar totalmente o controlo da metalúrgica de Azovstal, em Mariupol, onde continua a retirada de civis.

Na região da Transnístria foram feitos disparos perto da fronteira com a Ucrânia. O exército bielorrusso fez vários exercícios militares na zona fronteiriça, deixando as forças ucranianas em alerta.

DIA #71

A Rússia intensificou os ataques aéreos no oeste na Ucrânia, em particular em Lviv e na região de Zakarpattia. O objetivo é danificar infraestruturas de transportes e limitar/condicionar a chegada de ajuda internacional.

No Donbass, as tropas ucranianas conseguem algumas vitórias, travando o avanço dos russos em Izyum, Donetsk e Lugansk.

O dia fica também marcado por se rum dos três com cessar-fogo declarado, para permitir a retirada de cerca de 200 civis que estão no interior da metalúrgica de Azovstal, em Mariupol.

DIA #70

Batalhões russos reforçados avançam para Donbass e mísseis caíram sobre Lviv. Na Bielorrúsia, as forças locais surpreenderam com exercícios militares inesperados.

Em Kharkiv as forças ucranianas conseguiram repelir as tropas russas para fora da cidade.

DIA #69

A Rússia está a movimentar artilharia para ocupar a cidade de Orihiv, localizada entre Zaporizhzhia e Donetsk, no momento em que os civis retirados da fábrica da Azovstal, em Mariupol, chegam a Zaporizhzhia.

A fábrica da Azovstal continua debaixo de fogo, com novos ataques russos contra esta unidade que serve de refúgio a civis e combatentes. A ONU e a Cruz Vermelha esperam conseguir retirar mais civis deste complexo fabril nas próximas horas.

Segundo a diplomacia norte-americana, a Rússia planeia anexar as regiões de Donetsk e Lugansk, no Donbass, após realizar "eleições" em meados de maio.

Em Odessa, as tropas russas voltaram a atacar a ponte sobre o estuário do rio Dniester.

DIA #68

As forças russas concentram esforços para concluir a tomada das cidades de Rubizhne e Popasna, na região do Donbass, e registam avanços pouco significativos em Lyman.

Em Izyum, o ataque ucraniano a um posto de comando russo matou oficiais superiores de Moscovo.

As atenções continuam centradas em Mariupol e nos civis que conseguiram abandonar a fábrica da Azovstal e que deverão chegar a Zaporizhzhia.

No sul do país, as cidades de Kherson, Melitopol e Volnovakha, tomadas pelas tropas de Putin, iniciam a transição para o uso do rublo russo.

A tensão no Mar Negro também aumenta, com a Ucrânia a afirmar ter destruído dois navios de patrulha russos com recurso a drones.

DIA #67
A Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, surgiu de surpresa em Kiev, na Ucrânia, onde garanti ao presidente ucraniano, Zelensky, o apoio norte-americano á guerra.

Os contra-ataques ucranianos bem sucedidos nos subúrbios de Kharkiv podem obrigar as unidades russas destinadas a Izyum a seguir para a cidade.

A polícia da região do Donbas revelou que os bombardeamentos russos destruíram, pelo menos, 36 infraestruturas civis, na região de Donetsk. Há o registo de vários civis mortos.

20 mulheres e crianças foram retiradas da siderurgia de Azovstal, em Mariupol, onde se encontram retidos vários soldados ucranianos. Imagens de satélite mostram a fábrica quase completamente destruída.

A pista do aeroporto de Odessa ficou inutilizável após um ataque com mísseis russos este sábado.

DIA #66
Aos poucos, os embaixadores voltam à Ucrânia. O embaixador britânico juntou-se agora às restantes 27 missões diplomáticas a operar em Kiev.

Em Kharkiv, vários civis morreram na sequência dos bombardeamentos russos.

Em Izyum, foram imobilizados elementos do 1º Exército de Guardas Blindados e do 35º Exército de Armas Combinadas.

Prosseguem os ataques aéreos russos em Mariupol, principalmente à refinaria de Azovstal. Algumas forças russas foram deslocadas para reforçar a ofensiva em redor de Kurakhiv.

Na Transnístria, a informação ucraniana continua a advertir contra ataques russos com falsa bandeira destinados a arrastar para a guerra a região separatista pró-Rússia da Moldávia.

DIA #65
A visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, à Ucrânia ficou marcada pelos ataques com mísseis russos a um bairro central de Kiev, que mataram uma pessoa.

As forças russas continuam também a investida na região estratégica do Donbass, sem registo de grandes progressos, ao contrário do que acontece em Izyum, em que foram conseguidos alguns avanços táticos. Nesse sentido, foram projetados mais meios para Belgorod, para apoiar o avanço.

Os ataques prosseguem também em Kherson e em Mariupol, onde foi atingido um hospital de campanha na fábrica Azovstal.

As forças russas continuam também a mobilizar-se na Transnístria – região separatista pró-Rússia da Moldávia – aumentando o receio de que este país seja arrastado para a guerra.

DIA #64
Fogo de artilharia russa permite pequenos avanços táticos na região do Donbas, mas as tropas de Vladimir Putin não conseguem quebrar as barreiras preparadas pelos ucranianos.

As forças russas ocupam pequenas vilas em Izyum para tentarem flanquear as posições ucranianas.

Os fortes bombardeamentos russos e os assaltos não são suficientes para avançar contra os defensores ucranianos na siderurgia Azovstal.

Em Kherson, as forças russas parecem preparar nova tentativa de capturar toda a região e anunciar a criação de uma "República Popular de Kherson".

O Kremlin pode planear um possível ataque forjado com mísseis contra a Transnístria, região separatista pró-Rússia da Moldávia.

O gigante russo Gazprom suspendeu as exportações de gás para a Polónia e para a Bulgária depois dos países se terem recusado a pagar em rublos.


DIA #63

A Ucrânia mantém o controlo sobre o seu espaço aéreo. Por estes dias, a actividade aérea russa está centrada no sul e leste do país.

Registadas explosões em Kursk e Voronezh, na Rússia, que dá conta também de um incêndio num depósito de munições perto de Belgorod.

As forças russas progridem lentamente na região do Donbas em torno de Izyum e de Rubizhne.

Os combates continuam em Mariupol com defensores ucranianos a manterem as posições na zona da siderurgia.

A Rússia lançou ofensivas terrestres para Mykolaev e Kryvyi Rih, no sul do país, bombardeando Zelenodolsk e algumas aldeias próximas.

Mísseis russos atingiram uma ponte sobre o Dniester, em Zatoka, na região de Odessa.

Forças ucranianas na Ilha das Serpentes atacam posições russas.

DIA #62
Num dia decisivo, em que o secretário-geral da ONU, António Guterres, começa a ronda de reuniões com Putin, em Moscovo, e com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a Rússia é suspeita de lançar um ataque, com uma bandeira falsa, na região da Transnístria, na Moldávia.

As tropas russas retomaram os ataques ao complexo metalúrgico de Azovstal e contam-se bombardeamentos em Sumy, Mykolaev e na região do Donbass. As forças ucranianas resistem e lançam contra-ataques em Kherson e Izyum.

DIA #61

No dia da primeira visita oficial dos EUA à Ucrânia desde que começou a guerra, o conflito fica marcado por ataques russos a várias estações de comboio. Uma ofensiva russa com mísseis em Kremenchuck destruiu uma refinaria de petróleo, ao mesmo tempo que um incêndio consome instalações de armazenamento de petróleo em Bryansk.

Falhou o corredor humanitário previsto para Mariupol, numa altura em que o Batalhão Azov alerta para ataque iminente à metalúrgica de Azovstal. As forças ucranianas conseguiram repelir vários ataques em Kharkiv, mas os russos ganharam terreno, ainda que limitado, em algumas localidades no Donbass.

DIA #60
A Rússia começou a mobilizar tropas de Kiev para o Donbass. Já a Ucrânia, reposiciona as tropas de Mariupol para Donetsk.
As unidades militares que estiveram por detrás dos confrontos em Bucha estão agora a combater em Izyum.
A Siderurgia de Azovstal continua debaixo de fogo, ainda que Moscovo tenha dito que não necessitava de capturar a fábrica.
DIA #59

Na cidade mártir de Mariupol continuam a descobrir-se as atrocidades de guerra. Novas imagens de satélite indicam a existência de novas valas comuns em Vynohradne, nas quais podem estar enterradas cerca de mil pessoas.

A cidade de Kharkiv continua a ser bombardeada por sete grupos de batalhões táticos que se encontram no terreno. Há relatos de contra-ataques das forças ucranianas em Kozacha Lopan e também em Kherson.

Os ataques continuam na linha da frente do Donbass, mas sem registo de grandes avanços.

As declarações de um general russo, que afirmou que Moscovo pretende controlar o sul da Ucrânia para ter acesso à região separatista da Transnístria, lançaram o alerta na Moldávia, que convocou o embaixador da Rússia para dar nota de protesto pelas declarações.

DIA #58

A Rússia continua a enviar tropas para o leste da Ucrânia e já soma 85 batalhões táticos, a maioria posicionados no Donbass. Aqui, as forças russas avançam na cidade Rubizhne e já controlam metade da cidade de Popasna, onde continuam os combates nas ruas.

Em Kherson, a Rússia prepara um "referendo" para o dia 27 de abril para criar "República Popular de Kherson".

Imagens de satélite mostram novas valas comuns em Mariupol e o autarca da cidade estima que desde a invasão russa tenham morrido 20 mil habitantes. O último reduto da resistência ucraniana na cidade encontra-se abrigado na fábrica da Azovstal. A Rússia parou os ataques à unidade fabril mas estará a planear privar quem ali se abriga de alimentos.

Na cidade de Zaporizhia há registo de novos ataques com mísseis russos.

DIA #57

A Rússia continua a enviar reforços para o leste da Ucrânia e prepara ataques contra as cidades de Lyman e Sloviansk, em Donetsk, região do Donbass, a grande aposta estratégica do presidente russo, Vladimir Putin.

Perto de Donetsk, as forças russas tentam cercar o exército ucraniano, sem sucesso, e os ataques a Temerivka e Hulyaipole também não foram bem-sucedidas. As cidades de Rubizhne e Popasna estão parcialmente controladas pelas forças russas.

Em Mariupol, cidade mártir, Putin abandonou o plano inicial de atacar a fábrica de ferro e aço Azovstal, que serve de refúgio a cerca de mil civis e combatentes ucranianos, e optou por bloquear as instalações fabris.

Nas regiões de Kherson e Zaporizhia, as forças russas planeiam realizar uma espécie de referendo para legitimar o controlo sobre estas cidades e recrutar civis ucranianos para se juntarem às forças russas.

DIA #56

A fábrica de ferro e aço Azovstal, com os seus túneis subterrâneos, é o refúgio dos últimos resistentes de Mariupol, quando a Rússia volta a fazer um ultimato de rendição. A conquista desta cidade portuária é estratégica para a conquista russa do leste da Ucrânia, assim como a região do Donbass, onde as tropas de Vladimir Putin têm intensificado a ofensiva.

No Donbass, as forças russas têm tentado alargar o cerco das tropas ucranianas e têm avançado a partir das cidades de Izyum, Donetsk e Popasna. Há registo de intensos bombardeamentos de artilharia e aéreos na linha da frente de Izyum e Mykolaev. Cerca de 20 mil mercenários da Síria e da Líbia estarão envolvidos na ofensiva a Donbass.

A cidade de Kharkiv continua a ser alvo de bombardeamentos e em Zaporizhzhia as tropas russas tentam travar a contra-ofensiva ucraniana.

DIA #55

A Rússia iniciou uma ofensiva em larga escala para capturar toda a região do Donbass. Rubizhne, Popasna e Marinka foram algumas das cidades atacadas. Segundo informações avançadas pelo Pentágono, Moscovo tem agora 76 grupos táticos no Donbass e sudeste da Ucrânia.

Em Mariupol, a Rússia bombardeou as últimas posições defensivas nas imediações da fábrica de aço Azovstal. Estima-se que cerca de mil civis estejam em abrigos subterrâneos dentro da instalação fabril.

Os combates continuam em Kherson e em Kharkiv os contra-ataques ucranianos foram bem sucedidos. 


DIA #53
A Rússia diz que destruiu durante um ataque aéreo instalações de veículos blindados ucranianos. A instalação de reparação militar em Mykolaev também foi atingida.

Foram registados pequenos ataques táticos em Popasna. O bombardeamento a Rubizhne e Severodonetsk continua.

Em Avdiivka decorrem ataques da artilharia russa, uma acção ofensiva terrestre que complementa o avanço das tropas de Vladimir Putin de Izyum para Slovyansk.

A Rússia fez um ultimato a Mariupol: exigiu a rendição de milhares de soldados ucranianos. Pode estar eminente o desembarque naval.

Moscovo diz que abateu um avião ucraniano na região de Odessa que transportava sistemas de armamento ocidental.

DIA #52
A Rússia bombardeia Kiev para disfarçar o reforço de tropas em Izyum, onde as forças ucranianas repeliram ataque inimigo.

Mariupol continua debaixo de fogo, com os russos a usarem pela primeira vez bombardeiros de longo alcance TU-22M3 com artilharia pesada.

Há ainda relato de que a fábrica da misseis antinavios, que terá alegadamente produzido os mísseis usados na ofensiva ucraniana que afundou o cruzeiro Moskva, foi atingida por mísseis russos como retaliação a este episódio e à alegada ofensiva ucraniana com helicóptero em zona residencial de Bryansk.

DIA #51
A Rússia acusa a Ucrânia de ataques com helicópteros a edifícios residenciais e aldeias em Bryansk. Kiev foi alvo de fortes explosões. 

A Ucrânia diz ter repelido ataques em Popasna e Rubizhne.

Prossegue o 'assalto' a Mariupol com recurso a artilharia pesada e apoio aéreo para capturar o porto a sudoeste da cidade.

A guerrilha diz ter abatido 70 militares russos em Melitopol.

O navio russo da esquadra do Mar Negro, Moskva, atingido por dois mísseis Neptuno, afundou-se. Outros navios russos rumam agora para sul, para fora do alcance dos mísseis.

DIA #50
Negociações em curso para o regresso de 169 guardas ucranianos capturados em Chernobyl.

Os presidente da Polónia, Letónia, Lituânia e Estónia visitam Kiev. Os EUA anuncia mais ajuda para ajudar a Ucrânia a combater as tropas russas, incluindo artilharia pesada. Também a França promete equipamento militar.

A Ucrânia diz ter lançado contra-ataque em Rohan e Derhachi, a sudeste e noroeste da cidade ucraniana.

Já na região do Donbass, tropas e veículos militares russos concentram-se na fronteira, com vista à "libertação completa" da região. Os ataques russos em Izyum, Popasna e Rubizhne fracassam.

A Rússia fala na rendição de mais de mil fuzileiros na fábrica de Ilyich, em Mariupol. No entanto, a Ucrânia desmente.

500 tripulantes foram retirados do cruzador russo Moskva após ter sido atingido por mísseis ucranianos.

DIA #49

Tropas russas mantêm cerco à cidade de Mariupol, que resiste aos ataques: pelo menos 100 mil civis manter-se-ão cercados. As forças ucranianas repeliram ataques em Kharkiv e Sumy, com combate com o exército russo reportado em Rubizhne.

Forças russas expulsas de Kiev são recolocadas em Belgorod. O presidente Zelensky ofereceu Viktor Medvechuk, oligarca próximo de Putin capturado, em troca de ucranianos capturados pela Rússia.

DIA #48

As tropas russas continuam a atacar com insistência em Kharkiv, onde há relato de 11 civig mortos, e em Maiupol. Nesta última cidade, fortemente fustigada pelo horror da guerra, há acusações de alegado uso de armas químicas transportadas por drone, contra os russos, que capturaram um porto de pesca local.

Tanques russos lançam novos ataques na região de Donbas, ao mesmo tempo que as tropas são reforçadas em Belgorod e Rubizhne.

DIA #46

As operações militares russas estão a concentrar-se no sul e no leste da Ucrânia, numa tentativa de colocar em ação a estratégia de tomar a cidade portuária de Mariupol.
Grupos de batalhões retirados de Kiev podem deter pouco poder de combate para recolocação militar em Donbass. 

Descoberta uma vala comum com dezenas de corpos de civis em Buzova após a retirada das tropas russas. 

Russos disparam mísseis em Kherson e Mykolaev para reforçar posições. 


DIA #45

Kremlin reorganiza os comandos militares na Ucrânia. Em kharkiv as tropas russas colocaram minas em redor da cidade à espera de contra-ataques dos ucranianos. A região de Donbass está sob forte ataque russo. 

A Ucrânia disse que pelo menos 50 pessoas foram mortas num ataque a uma estação na cidade de Kramatorsk que estava lotada de civis que esperavam fugir da ameaça de uma grande ofensiva russa. Os EUA, a UE e o Reino Unido condenaram o incidente e, desde então, anunciaram apoio militar adicional à Ucrânia.


DIA #44
Um ataque russo à estação de comboios em Kramatorsk deixou um rasto de morte entre or refugiados que tentavam fugir do horror da guerra na Ucrânia. Os russos bombardearam estruturas civis em Kharkiv e lançaram mísseis contra Odessa.

Ao mesmo tempo, as unidades que retiraram do nordeste, continuam a recolocação em Izyum (localidade onde o avanço russo viu quebra de comando que pôs em causa o avanço) e Donbas. Nesta última região a população local e a comunidade internacional vivem com o temor crescente dos preparativos de uma grande ofensiva russa.

DIA #43
As forças russas concluem a retirada de Sumy, a caminho de Belgrod. O objetivo é serem recolocadas em Izyum ou Donbas, localidade onde está prevista grande ofensiva da Rússia, com o governo ucraniano a apelar para que a população abandone a região.

Kharkiv voltou a ser alvo de bombardeamentos no dia em que o governo local de Kiev fala em 400 desaparecidos após Hostomel ser retomada e o autarca de Mariupol aponta para mais de 5 mil civis mortos desde início da guerra.

DIA #42

Estima-se que centenas de pessoas estejam sob os escombros de um edifício bombardeado em Borodyanka, uma das cidades mais fustigadas pelas tropas russas.

As forças ucranianas retomaram o controlo da fronteira em Chernihiv. Os russos continuam a tentar avançar para sudeste de Kharkiv a partir de Izyum.

Em Donbass, as forças russas destruíram um depósito de ácido nítrico em Rubizhne e terão recorrdio a minas proibidas a nível internacional em Popasna.

Kiev defende que Moscovo quer enviar para leste a unidade alegadamente envolvida em crimes de guerra em Bucha.



DIA #41
Moscovo enfrenta novas sanções do Ocidente em retaliação pela morte de civis no norte da Ucrânia, enquanto que o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, apelou a uma extensa investigação, dizendo que podem ser encontrados mais cadáveres em áreas ocupadas pelos russos. 

Imagens de satélite mostram corpos nas ruas de Bucha semanas antes das tropas russas abandonarem a cidade ucraniana. 

Foram encontrados 410 civis mortos nos arredores da capital ucraniana, segundo informações das autoridades ucranianas. 

Tropas russas com pesadas baixas ao tentar recuperar controlo de Mariupol. Há suspeitas de corpos civis torturados em Konotop.
DIA #40
As forças ucranianas conseguiram retomar o controlo da região em torno da capital, Kiev, num momento em que todas as atenções estão concentradas no massacre em Bucha. A Ucrânia acusa a Rússia de um "massacre deliberado", após terem sido encontrados 20 cadáveres numa rua e 300 civis numa vala comum depois de as tropas russas terem abandonado a cidade.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou Bucha na manhã desta segunda-feira e afirmou que, apesar do massacre, continua a ser possível negociar a paz com a Rússia, uma vez que a "Ucrânia tem de ter paz."

Os combates violentos prosseguem em Mariupol e em Donbas e em Odessa e Mykolaev ouviram-se mísseis russos durante a noite.

Em Chernihiv o rasto de destruição é enorme e o presidente da Câmara afirmou que 70% da cidade está destruída.   

DIA #39
Ofensiva com mísseis russos destrói refinaria e depósito de petróleo em Odessa, ao mesmo tempo que continuam bombardeamentos em Kharkiv. Retirada de tropas russas de Kiev deixa a descoberto as atrocidades da guerra: mais de 400 corpos com sinais de tortura espalhados pelas ruas em Bucha. O exército russo está a fazer entrar unidades na Ucrânia por Konotop e, a sudeste, continuam ataques em Kherson e Donbas.

DIA #38
O exército russo continua em retirada em várias regiões na Ucrânia, perante a forte resistência das tropas nacionais. As forças ucranianas conseguem reconquistar terreno a leste e noroeste de Kiev, incluindo o aeroporto de Hostomel. Destaca-se ainda a retomada de localidades em Kherson. As forças russas tomam Izyum, mas são obrigadas a quebrar o cerco a Chernihiv em retirada e abandonam também o plano de tomar de assalto Kharkiv. Ataque russo em Odessa faz vários mortos.

DIA #37
Com a retirada de tropas russas a noroeste de Kiev e em Chernihiv, o exército ucraniano aproveita para ganhar terreno e reconquistar território nestas zonas. A Rússia, que abandonou Chernobil devido a soldados expostos a radiação da central nuclear, sofre outro golpe com ataque da Ucrânia a um depósito de petróleo em Belgorod. A resistência ucraniana continua a repelir ataques na região de Donbas.

DIA #36
A Rússia está em processo de retirada de algumas unidades militares em Chernobil e em Kiev, mas os arredores da capital mantém-se como alvos de ataque das tropas que permanecem nas linhas da frente de combate. Já as forças ucranianas clamam vitória, conseguindo voltar a tomar Sloboda, em Chernihiv, assim como três localidades em Kherson. A resistência ucraniana continua na região separatista de Donbas, com os militares a repelirem ataques russos.

DIA #35
Chernihiv, Kharkiv e Izyum continuam a ser alvo de forte ofensiva russa com bombardeamentos, sendo que as tropas nas últimas duas cidades tentam avanços para fazer a ligação a Lugansk. Na região de Donbas, a Rússa continua a tentar a tomada de Slovyansk enquanto bombardeia áreas residenciais em Lysychansk com artilharia pesada. Em Mykolaev, um ataque a edifício governamental regional matou pelo menos 12 pessoas. Já em Kiev várias unidades do exército russo foram obrigadas a retirar, devido à resistência ucraniana na linha da frente do combate que decorre nos arredores da capital.

DIA #34

A Rússia destruiu várias pontes de forma a impedir possíveis contra-ataques. Ao mesmo tempo, as tropas ucranianas recuperaram o controlo de Irpin.
Há 160 000 civis ainda presos em Mariupol, uma das cidades mais fustigadas pelos ataques.
Em Nikopol, a Rússia disparou ataques com mísseis perto da cidade.
Kharkiv é outra das cidades que tem sido alvo de bombardeamentos intensivos.

DIA #33

Os militares ucranianos já recuperaram o controlo da cidade de Husarivka, enquanto o acesso à Ucrânia pelo Mar Negro continua bloqueado.
As tropas russas recuaram para Chernobil de forma a recuperar as capacidades de combate.
A Ucrânia já alertou que a ocupação da central nuclear pode originar uma fuga radioativa.

DIA #32

As forças russas continuam a lutar por posições nos subúrbios a noroeste de Kiev. Em Lviv, os mísseis russos atingiram instalações industriais. A instalação de investigação nuclear de Kharkiv voltou a ser bombardeada. As forças ucranianas recuperaram o controlo de dois subúrbios a leste da cidade.

Em Chernihiv há 44 pessoas feridas com gravidade, entre elas crianças, à espera de serem retiradas.

A resistência local em Kherson está a dificultar o controlo russo da cidade. Já em Mariupol, os militares russos tentam cortar a cidade por linha leste-oeste.

DIA #31

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelenski propõe novas conversações com a Rússia. Moscovo diz que primeira fase da campanha militar está terminada e que se vai concentrar na região de Donbass. 
Kiev diz ter morto Yakov Rezantsev, o sétimo general russo morto desde o início do conflito armado. Russos continuam a tentar cercar a cidade ucraniana de Chernihiv
DIA #30

Os contra-ataques ucranianos a noroeste da capital colocaram as tropas russas na defensiva. As tentativas dos militares russos avançarem em Brovary também foram frustradas.
Já na cidade de Kalinovka, um depósito de combustível usado pelo exército ucraniano foi destruído após ter sido alvo de ataque das forças russas.
Em Chernihiv, as tropas russas tentaram tomar de assalto Slavutych, mas também foram travadas. 
Os bombardeamentos russos continuam na cidade de Kharkiv. O bombardeamento a um centro de ajuda humanitária fez seis mortos. 
A situação mais crítica continua a ser em Mariupol. À cidade chegaram mais soldados russos e há relatos de que seis mil civis foram deportados para a Rússia, segundo anunciaram as autoridades locais.

DIA #29

As forças ucranianas reconquistaram a cidade de Makariv após contra-ataques com as tropas russas em redor da capital. As forças ucranianas repeliram também o avanço russo na cidade de Teterivsk.

Os abastecimentos de Kiev foram cortados em Chernihiv depois de a Rússia ter destruído uma ponte sobre o rio Desna. A água está já a ser racionada e 150 mil habitantes estão sem energia.

Foram registados ataques terrestres russos na região do Donbas, nomeadamente em Popasna e em Avdiivka, assim como ataques com recurso a mísseis no aeródromo de Kramatorsk.

Mariupol é atualmente uma cidade devastada. As forças russas recorreram a artilharia, drones e canhões navais a partir do mar Negro para atingir a região, que continua sem novos corredores humanitários.

Em Melitopol, as tropas russas estão a construir uma base militar no aeródromo da cidade.

DIA #28

O recolher obrigatório em Kiev terminou às 7 horas da manhã desta quarta-feira, mas a capital ucraniana continua a ser bombardeada em contínuo pelas tropas russas.
A Rússia alocou mais meios em Izuym e Kharkiv para restaurar a capacidade de combate de algumas unidades e está a reparar uma linha férrea para conseguir apoiar o reforço logístico em torno desta última cidade. Em Donbass, as forças ucranianas têm conseguido impedir vários ataques russos.
A situação mais crítica continua a ser vivida em Mariupol, onde 100 mil civis continuam sem água nem alimentos e sob bombardeamento constante. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, um comboio humanitário foi capturado em Mariupol e funcionários do governo ucraniano foram feitos reféns.

DIA #27
O recolher obrigatório na capital ucraniana deixou as ruas vazias, mas ouviram-se várias explosões na cidade. As forças russas intensificam os esforços para melhorar as condições logísticas em Kiev. Os bombardeamentos continuam também em Kharkiv, Chernihiv e Odessa. 
Mariupol continua a viver uma situação particularmente crítica e imagens partilhadas no Twitter mostram a participação de combatentes chechenos nos ataques. 
A Ucrânia afirma ter observado equipamento militar bielorrusso em Rechitsa, uma cidade na região de Gomel, no sudoeste da Bielorrússia, que faz fronteira com a Ucrânia. 

DIA #26
Kiev acordou com um cenário de horror, após um bombardeamento russo atingir um centro comercial na capital ucraniana e fazer pelo menos seis mortos. As forças russas apertam o cerco e instalam trincheiras ao redor da cidade, havendo também relatos de instalação de minas. Ofensivas russas também em Rivne, com mísseis a atingirem zona de treino militar das tropas ucranianas, e em Sumy, onde uma fábrica de produtos químicos foi bombardeada, resultando numa fuga de amoníaco que afetou área 2,5 km ao redor do ataque.

DIA #25

Mais de 100 combatentes mortos em bombardeamento com míssil hipersónico num centro de treino em Ovruch. Outro míssil (Kinzhal) destruiu também um depósito de combustível em Kostyantynivka.

As forças russas bombardearam uma escola de artes que servia de abrigo a 400 pessoas em Mariupol. Milhares de residentes desta cidade ucraniana foram forçados a atravessar a fronteira para a Rússia, revela fonte da autarquia.

Bombardeamentos russos continuam em Kharkiv.


DIA #24
A Rússia anunciou no uso, pela primeira vez, dos mais recentes mísseis hipersónicos ‘Kinzhal’, numa ofensiva lançada contra um depósito militar ucraniano em Deliatyn. Durante a noite, houve bombardeamentos em Kiev, Kharkiv e Mikolaiv. Nesta última cidade ucraniana contam-se centenas de vítimas, uma vez que as sirenes de ataque aéreo não soaram para avisar a população. As tropas russas garantem ter conseguido realizar contra-ataque neste local.

Durante o dia ouviram-se as sirenes antiaéreas em Lviv, ao mesmo tempo que a Ucrânia abriu dez corredores humanitários em todo o país para a retirada de civis de várias cidades arrasadas pelo conflito.

DIA #23

Uma série de ofensivas russas em várias cidades ucranianas, com mísseis e bombardeamentos, deixou um rasto de horror, com prédios residenciais, casas, edifícios públicos e até monumentos completamente destruídos em Kiev, Chernihiv, Kharkiv e Mariupol. Em Lviv, o segundo maior aeroporto da Ucrânia foi alvo de ataque com um míssil de cruzeiro, que atingiu um edifício de apoio às operações.

DIA #22

No mesmo dia em que Kiev acordou com um prédio atingido por estilhaços de um míssil, em Kharkiv a noite foi de horror, com bombardeamentos a atingirem uma escola e um centro comunitário local. Também Chernihiv foi palco de violência, com pelo menos 13 civis mortos numa ofensiva russa quando estavam na fila para comprar pão.

DIA #21


O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que as conversações com a Rússia destinadas a pôr fim à guerra começam a "soar mais realistas". Cerca de 20 mil pessoas conseguiram escapar do porto de Mariupol em carros particulares, disse o Ministério do Interior ucraniano, mas centenas de milhares continuam presos por bombardeamentos russos, muitos sem aquecimento, energia ou água corrente.

As forças armadas da Rússia ainda estão a lutar para fazer avanços significativos no território ucraniano, com os EUA a dizerem que os russos fizeram "limitado a nenhum progresso" nos últimos dias. Unidades blindadas permanecem a cerca de 15 a 20 quilómetros de Kiev.

Moscovo não capturou nenhuma das 10 maiores cidades da Ucrânia após a invasão.

DIA #20

Edifícios residenciais e uma estação de metro em Kiev foram os principais alvos dos mísseis russos durante a madrugada desta terça-feira. As forças ucranianas impediram novos ataques russos na região de Kherson. 

Mais de 4 mil pessoas foram retiradas de Mariupol a 14 de março. Há relatos de que mais de 5 mil chechenos deverão juntar-se ao cerco russo.
DIA #19


Sirenes de ataque aéreo soaram em muitas cidades e regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Lviv, Odessa, Ivano-Frankivsk e Cherkasy. Em Kiev, pelo menos duas pessoas morreram quando um míssil atingiu um prédio residencial e a administração da cidade disse que o aeroporto Hostomel também foi bombardeado.

O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que as forças navais russas estabeleceram um bloqueio da costa ucraniana do Mar Negro, isolando o país do comércio marítimo internacional.

DIA #18


Aviões russos dispararam cerca de 30 foguetes contra uma das maiores instalações militares da Ucrânia, situada a menos de 25 km da fronteira com a Polónia. O ataque ocorre menos de 24 horas depois do vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, alertou que os carregamentos ocidentais para a Ucrânia eram "alvos legítimos". Reino Unido, Alemanha e EUA, têm enviado milhares de mísseis antitanque e antiaéreos para a Ucrânia através do corredor ocidental do país na região de Lviv.

No leste da Ucrânia, tropas russas estão a tentar cercar as forças ucranianas à medida que avançam de Kharkiv, no norte, e Mariupol, no sul, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido.

DIA #17

Intensos combates a noroeste de Kiev, com as forças russas a 25 quilómetros do centro da capital ucraniana. Várias outras cidades como Odessa, Dnipro e Kharkiv estiveram cercadas durante o dia e sob forte bombardeamento, diz o Ministério da Defesa da Rúsia. 
Em Vasylkiv os ataques russos atingiram depósitos de combustíveis e munições. Cerca de 1600 civis foram mortos devido a bombardeamentos russos em Mariupol.

DIA #16

Bombardeamentos russos atingiram a cidade ucraniana de Dnipro, dois aeródromos militares em Lutsk e Ivano-Frankivsk, no oeste. Um comandante de tanque russo foi morto num ataque na cidade de Brovary, perto de Kiev, afirmaram os militares ucranianos. Uma grande caravana russa recolocou-se perto de Kiev com artilharia em posição de fogo. Em Chernihiv as forças ucranianas dizem ter destruído um batalhão de mísseis e em Kharkiv um intenso bombardeamento russo danificou um laboratório nuclear. 

DIA #15

Os bombardemanentos nas cidades ucranianas de Kharkiv, Sumy e Okhtyrka continuam apesar das promessas de cessar-fogo para a retirada de civis. O corte de energia na central de Chernobil aumenta a preocupação de um aumento de radiação. As forças russas continuam a avançar em direção a Kiev e pelo caminho detroem tudo o que encontram. 
Foram mortas três pessoas num ataque russo a uma maternidade em Mariupol.
DIA #13

O bombardeamento nos subúrbios de Kiev impediu a retirada de civis. A maioria dos corredores humanitários criados têm como destino a Rússia e a Bielorrússia. Em Sumy, ataques aéreos mataram 10 pessoas, incluindo várias crianças. Os bombardeamentos continuam em Mariupol, com milhares de pessoas encurraladas sem alimentos, água e medicamentos. Em Zhytomyr, as tropas russas atacaram depósitos de petróleo.
DIA #12

Novas tentativas de evacuação de Mariupol e Volnovakha foram interrompidas devido a bombardementos nas cidades ucranianas. Rússia anunciou que vai abrir corredores humanitários de Kiev, Karkhiv, Mariupol e Sumy. Em Kiev as forças ucranianas avançam de oeste e noroeste e em Kharkiv cerca de 20 mil tropas russas a oeste da cidade preparam a retoma da ofensiva.
DIA #11

Nova tentativa falhada para evacuar civis das cidades sitiadas de Mariupol e Volnovakha. 
Continuam os bombardeamentos de áreas residenciais em Chernihiv. Em Kiev, as forças ucranianas combatem para impedir os russos de cercar a cidade. Foi também relatado um intenso bombardeamento em Zhytomyr.
DIA #10

As forças russas estão a avançar rapidamente nos subúrbios leste de Kiev, capital ucraniana. Pelo menos 47 pessoas morreram em ataques aéreos. A Organização das Nações Unidas estima que mais de 1,2 milhões de pessoas já saíram da Ucrânia. Na região de Mariupol foi acordado um cessar-fogo temporário, com possíveis acordos para corredores humanitários. A central nuclear de Zaporizhjia foi ocupada pelas milícias russas.
DIA #9

Russos bombardeiam e ocupam a central nuclear de Zaporijzhia, a maior da Europa e deixam meio Mundo em suspenso. Em Chernihiv, bombardeamentos mataram pelo menos 22 pessoas. A norte de Kiev mantém-se a gigantesca coluna militar das tropas russas. Está a 25 quilómetros da capital ucraniana.
DIA #8

Tropas russas continuam a cercar Kiev. Autoridades ucranianas referem que há sete mil militares russos mortos. Para Moscovo não há mais de 500 vítimas. Continuam os bombardeamentos em Kharkiv. Mais de um milhão de pessoas já fugiram da Ucrânia.
DIA #7

A caravana militar russa encontra-se parada a cerca de 30 quilómetros de Kiev. As forças russas capturaram a estação de comboios e o porto de Kherson. Kharkiv voltou a ser palco de ataques de mísseis, desta vez contra áreas residenciais. A ONU estima já mais de 660 mil ucranianos em fuga para a Polónia, Eslováquia, Hungria, Moldávia e Roménia. 
DIA #6

Uma coluna militar russa com cerca de 60 quilómetros encaminha-se para a capital ucraniana. Kiev continua, no entanto, a resistir à ofensiva da Rússia. Vários civis morreram durante ataques com mísseis na segunda maior cidade do país, Kharkiv. Um edifício do governo regional ucraniano foi atingido.
Também em Okhtyrka, 70 soldados morreram em vários ataques com foguetes.
DIA #5

Combates intensificam-se em Kiev, com as forças ucranianas a resistirem aos militares de Moscovo. A resistência verifica-se também a ocidente, junto a Lutsk. Forças ucranianas retomam controlo de Kharkiv. Combates violentos voltam a Donetsk. 368 mil pessoas, sobretudo mulheres e crianças, deixam a Ucrânia.
DIA #4

Uma escalada de violência instala-se um pouco por toda a Ucrânia. Há explosões na zona sul de Kiev onde as forças russas se posicionam a 30 quilómetros do centro. Tropas russas entram em Kharkiv. Em fuga da guerra, mais de 200 mil ucranianos entram na Polónia, Eslováquia, Hungria e Roménia.
DIA #3

Registam-se combates a sul de Mariupol, na região do mar Negro e também em Kharkiv, a segunda cidade ucraniana. A ocidente voltam a ouvir-se explosões em Brody, uma cidade localizada a norte de Lviv.
DIA #2

Há registo de explosões em Odessa, no sul da Ucrânia e nas regiões ocupadas de Lugansk e Donetsk. Na frente ocidental, junto à fronteira com a Polónia, são escutadas explosões também em Brody, Lviv w Ivano-Frankivsk.
DIA #1

Mísseis balísticos de cruzeiro russos atingem o aeroporto de Boryspil e algumas instalações militares na capital ucraniana, Kiev. Tropas russas avançam também por regiões autónomas de Lugansk e Donetsk controladas por rebeldes fiéis a Moscovo.
A Rússia lançou no dia 24 de fevereiro uma invasão de larga escala contra a Ucrânia. Foi um ataque por terra, mar e ar, considerado o maior na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial. Diariamente apresentamos aqui os mapas que mostram a evolução das forças militares no terreno.
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