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Correio da Manhã

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Central de Zaporíjia alvo de novos ataques

António Guterres apela a um acordo que proteja o perímetro da central de qualquer atividade militar.
Maria Madeira e Lusa 12 de Agosto de 2022 às 08:45
Ataques à central nuclear de Zaporíjia preocupam a comunidade internacional
Olaf Scholz, chanceler alemão
Ataques à central nuclear de Zaporíjia preocupam a comunidade internacional
Olaf Scholz, chanceler alemão
Ataques à central nuclear de Zaporíjia preocupam a comunidade internacional
Olaf Scholz, chanceler alemão
Ao 169º dia da invasão da Ucrânia, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência para discutir a situação da central nuclear de Zaporíjia, a pedido da Rússia. O dia de quinta-feira começou com novos ataques de artilharia à central, enquanto Kiev e Moscovo continuam na troca de acusações face à autoria dos bombardeamentos.

A empresa estatal de energia ucraniana Energoatom revelou que a área da nuclear foi atingida cinco vezes, incluindo perto do local onde estão armazenados materiais radioativos, acusando as forças de Moscovo.

O Presidente ucraniano acusou mesmo o Kremlin de aumentar o risco de uma possível catástrofe, lembrando o acidente de Chernobyl, em 1986. “A Rússia usa, conscientemente, uma central nuclear para o terrorismo e provocações armadas”, disse Volodymyr Zelensky, que participou numa conferência que reuniu vários ministros da Defesa da UE, marcando uma nova fase de apoio militar a Kiev

Já a agência estatal russa TASS disse que a Ucrânia bombardeou a central, citando a administração local pró-russa, mas que não se registaram feridos.

Por outro lado, António Guterres, secretário-geral da ONU, exortou os dois países a cessarem qualquer atividade militar na central de Zaporíjia e apelou a um acordo para proteger o perímetro.

Scholz quer gasoduto a partir de Portugal
O chanceler alemão, Olaf Scholz, defendeu quinta-feira a construção de um gasoduto que transporte gás a partir de Portugal e que passe por Espanha e França até ao resto da Europa, com o objetivo de reduzir a atual dependência de gás russo. O político alemão lamentou que essa ligação ainda não tenha sido construída, já que permitiria dar uma “contribuição maciça” para o abastecimento de gás no Norte da Europa, acrescentando que já falou com colegas portugueses e espanhóis para impulsionar o projeto.
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