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Crimeia terá ligação ao sul ucraniano por comboio e autocarro, revelam pró-russos

A partir de 1 de julho.
Lusa 29 de Junho de 2022 às 13:20
Guerra na Ucrânia
Guerra na Ucrânia FOTO: Reuters
Linhas de comboio e de autocarro ligarão a partir de 1 de julho a Crimeia, anexada pela Rússia, às regiões do sul da Ucrânia recentemente conquistadas, anunciaram esta quarta-feira as autoridades de ocupação pró-russas.

Esta é a primeira ligação entre as duas zonas desde que Moscovo anexou a província ucraniana da Crimeia em 2014 e suspendeu os transportes entre as duas regiões. 

O autoproclamado Ministério do Interior da região de Kherson, ocupada desde março pelas tropas russas, afirmou que os autocarros circularão duas vezes por dia entre a capital da Crimeia, Simferopol, e a cidade de Kherson.

A partir do início de julho, os autocarros também ligarão Simferopol às cidades conquistadas de Melitopol e Berdyansk, na região ucraniana de Zaporijia, parcialmente ocupada pelo exército russo.

De acordo com a mesma fonte, uma linha ferroviária funcionará também entre a cidade de Dzhankoy, na Crimeira, e as cidades de Kherson e Melitopol.

"A segurança do transporte será assegurada pela Rosgvardia, a Guarda Nacional Russa", acrescentou o ministério num comunicado.

Desde a conquista dos territórios do sul da Ucrânia, Moscovo tem vindo a adotar uma política de russificação nessas zonas, com a introdução da moeda russa, o rublo, a distribuição de passaportes russos e a supressão de vozes críticas do Kremlin. 

O presidente da Câmara de Kherson, o ucraniano Igor Kolykhaev, retirado do poder em abril, foi preso na terça-feira.

Por outro lado, durante as últimas semanas aconteceram vários ataques na região contra representantes pró-Kremlin. A 24 de junho, um funcionário pró-russo foi morto em Kherson, na explosão de um carro, um ato que foi descrito como "terrorista" por Moscovo.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e essa ofensiva militar já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

O conflito causou ainda a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de oito milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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