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Duas casas de oligarca russo próximo de Putin alvo de buscas em Nova Iorque

Em causa um apartamento em Manhattan, bem como uma mansão em Long Island, ligados a Viktor Vekselberg.
Lusa 1 de Setembro de 2022 às 23:14
Buscas a casa de oligarca russo em Nova Iorque
Buscas a casa de oligarca russo em Nova Iorque FOTO: Reuters
Agentes federais e a polícia de Nova Iorque realizaram buscas, esta quinta-feira, em duas residências naquele Estado ligadas ao oligarca russo Viktor Vekselberg, próximo do Presidente russo Vladimir Putin, noticiaram vários meios de comunicação norte-americanos.

Um apartamento em Manhattan, bem como uma mansão em Long Island, ligadas a Viktor Vekselberg, foram alvo de buscas por agentes do Departamento de Segurança Interna, da polícia federal (FBI) e da polícia de Nova Iorque.

Em março passado, a Guarda Civil espanhola, juntamente com o FBI e o Departamento de Segurança Interna, confiscou um iate de Vekselberg, avaliado em 90 milhões de dólares, como parte das sanções impostas pelos EUA contra aliados de Putin pela invasão russa da Ucrânia.

As autoridades dos EUA estão agora a investigar Vekselberg por fraude fiscal, lavagem de dinheiro e fraude de documentos, pela ocultação da propriedade real daquele iate de luxo para tentar evitar sanções, mas ainda não apresentaram acusações contra o oligarca.

Todos os ativos de Vekselberg nos Estados Unidos estão congelados e as empresas norte-americanas estão proibidas de fazer negócios com o oligarca e as suas empresas.

Em março, os EUA incluíram um grupo de oligarcas próximos de Putin nas sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia com o objetivo de os isolar do líder do Kremlin.

De acordo com a estação NBC, que cita fontes ligadas ao processo, as buscas desta quinta-feira estão relacionadas com a investigação ao oligarca, que lidera o Renova Group, um conglomerado com sede em Moscovo que engloba metais, mineração, tecnologia e outros ativos.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.

Até agora, a ONU apresentou como confirmados 5.663 civis mortos e 8.055 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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