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Itália alerta para aumento de preço da energia por fecho temporário de gasoduto russo

Nord Stream anunciou que vai parar em julho durante 11 dias os dois canais que transportam gás russo para a Alemanha.
Lusa 2 de Julho de 2022 às 17:14
Nord Stream II
Nord Stream II FOTO: Reuters
O ministro da Transição Ecológica italiano, Roberto Cingolani, alertou este sábado que se espera um novo aumento do preço da energia em Itália depois de a Rússia anunciar o fecho do gasoduto Nord Stream para manutenção, adiantou a EFE.

"O fecho por duas semanas do Nord Stream para manutenção terá como resultado um aumento no preço do gás e isto significa que haverá ainda menos gás e que os preços vão subir, porque o mercado de gás é especulativo e haverá mais acumulação", disse Cingolani numa entrevista televisiva citada pela EFE.

A operadora do gasoduto Nord Stream anunciou que vai parar em julho durante 11 dias os dois canais que transportam gás russo para a Alemanha pelo mar Báltico para efetuar reparações planeadas.

De acordo com Cingolani, isto soma-se aos 15% a menos de gás que a Itália já recebe da Rússia, de onde os italianos importam cerca de 40% do gás de que necessitam.

Ainda assim, o ministro garantiu que Itália já armazenou 60% de existências e quer chegar aos 90%, o que considera "uma meta alcançável".

Cingolani disse que se a Rússia decidisse parar a exportação a "Itália sofreria menos do que outros países europeus", ainda que tivesse que enfrentar "um inverno difícil", mas excluiu que por agora "se tenham que impor restrições".

Por outro lado, o ministro italiano defendeu a proposta de colocar um teto ao preço do gás que está a ser estudada na União Europeia.

"A Europa importa três quartos do gás da Rússia pelos seus gasodutos: a quem vai vendê-lo se a Europa não o comprar, significa muito trabalho a torná-lo líquido e vendê-lo, por isso podemos dar-nos ao luxo de criar condições de mercado, o que não significa estrangulá-lo, mas evitar picos loucos nos preços", disse.

Acrescentou ainda que o referencial em discussão "está entre 80 e 90 euros por megawatt/hora" e que "o desafio é convencer os países europeus mais céticos, começando pela Holanda".

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