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Vários mortos em ataques na Ucrânia dois dias antes do quarto aniversário da guerra

Balanço até ao momento aponta para pelo menos quatro mortos e dois feridos durante a noite. Crianças estão entre as vítimas.

22 de fevereiro de 2026 às 07:25

Uma série de ataques durante a madrugada no território ucraniano provocaram vários mortos e feridos, dois dias antes do quarto aniversário do início da invasão russa.

Na região de Sumy, quatro pessoas morreram num ataque com recurso a drone, ao passo que um míssil danificou uma fábrica pertencente a uma empresa norte-americana, a produtora de alimentos Mondelez, afirmaram as autoridades do país de acordo com o Kyiv Independent.

O governador de Sumy referiu que as vítimas mortais se tratam de um casal e de dois irmãos. Estes últimos terão ficado feridos num ataque inicial, sendo transportados para o hospital; a caminho, um drone russo terá deliberadamente atacado a viatura, matando-os, refere o responsável. Um dos irmãos era menor, um adolescente de 17 anos.

Já na capital da Ucrânia, Kiev, várias explosões foram ouvidas durante a madrugada de domingo, onde as autoridades já tinham alertado para o risco de ataques com mísseis balísticos, 

"Foi declarado um alerta de ataque aéreo em Kiev devido à ameaça do inimigo de usar armas balísticas", disse a administração militar da capital ucraniana pouco antes das explosões, que foram ouvidas por volta das 4h00 (2h00 em Lisboa). 

Tymur Tkachenko confirmou mais tarde a natureza do ataque numa publicação no Telegram, citado pelo Kyiv Post. "O inimigo está a atacar a capital com armas balísticas", pôde ler-se.

O alerta de ataque aéreo foi emitido para todo o país, com a população a ser encaminhada para abrigos. Segundo os responsáveis da capital ucraniana, duas pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas.

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Nas últimas semanas, Kiev e Moscovo têm estado envolvidas em conversações de paz, promovidas pelos EUA, que não têm, no entanto, surtido qualquer efeito.

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