Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais
3

Roman Abramovich escolhido como intermediário para ajudar nas negociações da paz na Ucrânia

Multimilionário russo-israelita entregou recentemente a gestão do Chelsea após a invasão russa da Ucrânia.
Correio da Manhã 28 de Fevereiro de 2022 às 12:46
Roman Abramovich
Roman Abramovich FOTO: Reuters

O bilionário Roman Abramovich está, esta segunda-feira, na Bielorrússia para ajudar a orquestrar negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, a pedido do governo ucraniano.

De acordo com o Jerusalem Post, o amigo próximo de Vladimir Putin chegou à Bielorrússia este fim-de-semana e rapidamente começou a entrar em contacto com vários membros de ambos os governos para propor uma resolução pacífica do conflito armado.

"Posso confirmar que Abramovich foi contactado pela Ucrânia para apoiar na obtenção de uma solução do conflito", adiantou o porta-voz do russo-israelita.

Apesar do apoio, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que não está otimista quanto ao resultado das conversações, mas que participará para que "nenhum cidadão pudesse acusar-me de não fazer tudo para parar a guerra."  

Recorde-se que este sábado, Roman Abramovich entregou a liderança do Chelsea à fundação do clube que comandava há praticamente 20 anos, uma vez que considera que neste momento são quem estão em melhor posição para atender e lutar pelos interesses do clube. 

Multimilionário russo arrisca-se a perder nacionalidade portuguesa
O empresário e multimilionário de 55 anos corre o risco de perder a nacionalidade portuguesa adquirida em abril de 2021 como judeu sefardita.

O Instituto dos Registos e do Notariado abriu um processo de inquérito para apurar irregularidades na atribuição da nacionalidade, por via da naturalização. O processo de naturalização, que costuma durar um ano, foi aprovado e concluído em tempo recorde no caso de Abramovich. A sua ascendência foi comprovada através da comunidade judaica do Porto.

O processo de atribuição gerou dúvidas e críticas, em particular do opositor de Putin, Alexei Navalny, que acusou Portugal de receber subornos. "Os funcionários portugueses carregam malas com dinheiro", afirmou.

Kiev Roman Abramovich Bielorrússia Ucrânia Rússia Vladimir Putin política diplomacia
Ver comentários
C-Studio