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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Líder da NATO avisa que apoio financeiro a Kiev está desequilibrado

Mark Rutte defendeu um debate sobre os níveis mínimos de apoio por cada país.

21 de maio de 2026 às 13:33

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, avisou esta quinta-feira que muitos Estados-membros não estão a apoiar a Ucrânia com dinheiro suficiente, defendendo um debate sobre os níveis mínimos de apoio por cada país.

"O apoio não está distribuído de forma equitativa dentro da NATO", afirmou, numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, antes do início de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO.

Segundo referiu, o apoio "está concentrado num pequeno número de países, incluindo a Suécia, que está realmente a empenhar-se ao máximo no seu apoio à Ucrânia, bem como países como o Canadá, a Alemanha, os Países Baixos, a Dinamarca e a Noruega".

No entanto, alertou, "há muitos que não estão a investir o suficiente para apoiar a Ucrânia".

Para o líder da organização de defesa militar da Europa e Estados Unidos, os aliados devem canalizar 0,25% do seu PIB (Produto Interno Bruto) para ajudar Kiev.

Esta proposta, que poderá libertar milhões de euros em ajuda adicional, enfrenta, no entanto, forte oposição por parte de alguns dos principais Estados-membros.

"Como esta proposta não obterá apoio unânime, não será adotada", reconheceu Rutte, sublinhando que, no entanto, dá início a um debate entre os aliados.

"Se todos afirmarmos que a Ucrânia deve garantir que se mantém na luta com a maior força possível e que continua essa luta até que a paz seja alcançada, então, claro, todos devemos contribuir de igual forma, e este debate está agora, pelo menos, muito presente dentro da NATO, o que é muito positivo", argumentou.

Os países nórdicos e bálticos, como os Países Baixos e a Polónia, destinam uma fatia do seu PIB muito maior para ajuda militar a Kiev do que muitos outros aliados, segundo dados do Instituto de Kiel para a Economia Mundial.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO estão reunidos entre esta quinta e sexta-feira em Helsingborg para discutir o apoio à Ucrânia e preparar a próxima cimeira da Aliança, em julho, que será realizada na Turquia.

Em Ancara, "temos de mostrar que estamos a fazer progressos reais, que estamos a cumprir os nossos compromissos, o que significa produzir mais, reforçar as nossas cadeias de abastecimento e 'stocks', produzir mais rapidamente e garantir que as nossas forças armadas têm tudo o que precisam para dissuadir e defender-se", concluiu Rutte.

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