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"Não é tempo de ameaças de recurso a ameaças nucleares": Costa pede investigação aos crimes de guerra da Rússia

Primeiro-ministro discursou esta quinta-feira na ONU.
Correio da Manhã 22 de Setembro de 2022 às 22:09
António Costa ONU
António Costa ONU

António Costa discursou esta quinta-feira na ONU, numa intervenção em que a Guerra na Ucrânia, a crise global e as alterações climáticas foram o principal foco.

"Na Europa confrontamo-nos hoje com a invasão da Ucrânia, em grande violação do direito internacional, desde logo da Carta das Nações Unidas", começou por referir o primeiro-ministro português, recordando as populações civis ucranianas "brutalmente" afetadas pelo conflito.

Costa pediu uma "investigação independente e transparente" para que os crimes de guerra cometidos pela Rússia "não passem impunes", voltando a condenar a agressão russa e sublinhando o apoio de Portugal à Ucrânia.

"A Rússia deve cessar hostilidades e dialogar, para permitir o cessar-fogo. Não é o tempo de irresponsáveis ameaças de recurso a ameaças nucleares", afirmou o governante.

Costa referiu a crise energética e alimentar causada pelo conflito e defendeu que as sanções à Rússia "não podem afetar a produção, transporte e pagamento de cereais e fertilizantes".

Na intervenção, houve ainda espaço para defender um Conselho de Segurança "mais representativo, ágil e profissional". Um Conselho de Segurança onde o continente africano esteja representado e onde Brasil e Índia tenham assento", pediu António Costa.

O primeiro-ministro referiu a ameaça terrorista em Moçambique e no Golfo da Guiné, passando depois a falar depois das alterações climáticas, referindo as "consequências devastadoras" sentidas no Paquistão, com as cheias que arrasaram e inundaram o país. Costa voltou a assumir o compromisso de Portugal alcançar a neutralidade carbónica até 2050.

António Costa exprimiu ainda o desejo de que a ONU esteja à altura das expetativas depositadas pelos jovens na organização e, a esse propósito referiu, "é indispensável garantir a participação dos jovens nos processos de decisão".

O primeiro-ministro português pretende, por isso, apoiar o trabalho do Escritório das Nações Unidas para os Jovens e avança que o país está pronto contribuir para um futuro mais sustentável e inclusivo, sendo candidatado ao Conselho de Segurança para 2027/28.

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