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Correio da Manhã

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Sete países mais ricos do mundo unidos contra Vladimir Putin

Cimeira do G7 com a guerra na Ucrânia e a crise económica a dominar conversas.
Tiago Rebelo 27 de Junho de 2022 às 08:41
Presidentes da Comissão e do Conselho Europeu reunidos com os líderes dos EUA, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão, em Elmau
Presidentes da Comissão e do Conselho Europeu reunidos com os líderes dos EUA, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão, em Elmau FOTO: Direitos Reservados
Passar a imagem de união foi a grande preocupação dos líderes dos sete países mais ricos no primeiro dia da reunião dos G7, na Alemanha. Joe Biden disse que Vladimir Putin acreditou que os países da NATO e dos G7 poder-se-iam dividir, mas que tal não aconteceu. "Temos de nos manter unidos", disse o Presidente Biden.

Já o chanceler alemão, anfitrião do encontro, não escondeu a "preocupação partilhada pelo G7 com a situação económica global" por causa da subida da inflação e da crise energética, efeitos da guerra na Ucrânia, mas também estava confiante de que os líderes do G7 saberiam lançar "a mensagem necessária de coesão" face à situação criada pela "brutal agressão" ordenada por Putin. "Em alguns países, as taxas de crescimento estão a cair, a inflação está a subir, o combustível é escasso, as cadeias de suprimentos estão bloqueadas", disse o chanceler alemão. "Não são pequenos os desafios que estamos a enfrentar e, portanto, temos de agir juntos", afirmou, após a primeira reunião do G7. Scholz explicou que debateram questões relacionadas com a economia global e a necessidade de coordenar a ação em relação aos mercados de energia.

Reino Unido, EUA, Canadá e Japão proibiram entretanto a importação de ouro russo. Sobre esta sanção, o presidente do Conselho Europeu foi cauteloso. "Estou confiante de que as questões e medidas técnicas podem ser encontradas para poder visar esse setor sem sermos vítimas de efeitos negativos", disse Charles Michel.

Mas a preocupação do G7 não se limita à Rússia de Putin. Os sete mais ricos, sobretudo os Estados Unidos da América, pretendem mobilizar 568 mil milhões de euros até 2027 em resposta aos imensos projetos financiados pela China, anunciou Joe Biden na apresentação de uma proposta deste programa de investimentos aos parceiros da cimeira.

Boris Johnson pretende "secar" financiamento russo
A cimeira do G7 vai ficar marcada por novas sanções à Rússia. O primeiro-ministro britânico pretende banir o ouro russo dos mercados londrinos. "Estas medidas atingirão diretamente os oligarcas russos e irão até ao coração da máquina de guerra de Putin", disse Boris Johnson. "Putin está a desperdiçar os seus escassos recursos nesta guerra inútil e bárbara. Está a alimentar o seu ego à custa dos povos ucraniano e russo e é preciso secar o financiamento do regime", disse.

Manifestantes lembram alterações climáticas
Centenas de pessoas manifestaram-se na cidade de Garmisch-Partenkirchen, no Sul da Alemanha, perto de Schloss Elmau, nas montanhas da Baviera, onde os líderes do Grupo dos Sete estão reunidos desde este sábado.

Os manifestantes, que não puderam aproximar-se mais do local onde decorre a cimeira, exigiram medidas concretas para combater as alterações climáticas.

SAIBA MAIS
15 000
milhões de euros Foi o valor das exportações de ouro da Rússia em 2021. O país é um importante produtor de ouro. Banir o ouro dos mercados londrinos, importante centro financeiro de comércio, terá "um enorme impacto na capacidade de Putin angariar dinheiro", referiu o Governo britânico.

Limitar preços do petróleo
A França anunciou que é a favor da fixação de um preço máximo do petróleo para todos os países produtores, de modo a contrariar a subida de preços provocada pela guerra na Ucrânia.
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