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Trump volta a tentar a paz na Ucrânia

Combates intensos antes da chegada de Steve Witkoff e Jared Kushner, que vão procurar uma saída para o conflito.

05 de setembro de 2026 às 01:30

Intensifica-se a guerra na Ucrânia, com Moscovo e Kiev a atacarem alvos estratégicos antes de mais uma tentativa norte-americana para levar a paz ao território pela via das negociações. Da ofensiva russa, há notícias de um drone ter atingido na sexta-feira a sede dos serviços de segurança ucranianos no centro histórico de Kiev (Zelensky já prometeu resposta adequada); de dois polícias mortos e um ferido em Dnipropetrovsk; de estragos consideráveis em portuárias e energéticas em Odessa, onde morreu uma pessoa e três ficaram feridas. Também terão sido atacados dois navios de carga no Mar Negro, que estariam a transportar armas, munições e equipamento militar destinado à Ucrânia. Kiev ripostou. Pelo menos dois civis russos morreram na região fronteiriça de Briansk, na sequência de um ataque de um drone ucraniano. Na cidade de Sochi, um outro ataque com drones provocou um incêndio num depósito de petróleo.

Este fim de semana, dois enviados de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, deverão visitar a Ucrânia com o objetivo de reativar as negociações de paz. A última vez que estiveram em Moscovo foi em janeiro. Até agora não foi possível ultrapassar as divergências entre os dois países para colocar um ponto final no conflito. A Rússia insiste que a Ucrânia deve ceder todo o território de quatro regiões reivindicadas pela Rússia, pretensão rejeitada liminarmente por Kiev. Putin também exige o compromisso de a Ucrânia não integrar a NATO, enquanto Zelensky entende que pertencer à Aliança Atlântica é fundamental pata garantir a segurança do país. O controlo da maior central nuclear da Europa, Zaporíjia, ocupada pelos russos, é outro dos pontos de discórdia. A UE já saudou os esforços norte-americanos diplomáticos para acabar com o conflito, que dura há mais de quatro anos e meio.

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