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Ucranianos conquistam territórios ocupados e Putin admite que cometeu erros com anúncio da mobilização militar

Os ucranianos continuam a ganhar terreno em duas frentes, nas zonas de Kharkiv e Lyman no leste do país e em Kherson no sul.
Correio da Manhã 3 de Outubro de 2022 às 14:38
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Ucranianos conquistam territórios ocupados e Putin admite que cometeu erros com anúncio da mobilização militar

Indiferente às ameaças nucleares de Vladimir Putin, as forças ucranianas continuam a cumprir o plano militar que foi defenido para a contra-ofensiva. Depois da vitória significativa em Lyman, as tropas ucranianas continuam a avançar gradualmente e já recuperaram duas pequenas povoações em Kherson: Arkhanhelske e Miroliubivka

"Todos os dias, pelo menos duas vezes, de manhã e à noite, recebo relatórios dos nossos militares. Esta semana, a maior parte dos relatórios é a lista de territórios libertados do inimigo russo. A história da libertação de Lyman, na região de Donetsk, tornou-se agora a mais popular nos meios de comunicação social. Mas os sucessos dos nossos soldados não se limitam a Lyman", refere Zelensky.

Os ucranianos continuam a ganhar terreno em duas frentes, nas zonas de Kharkiv e Lyman no leste do país e em Kherson no sul.

Entretanto, segundo o Ministério de Ddefesa britânico, Putin admitiu que cometeu erros com o anúncio da mobilização militar. Uma semana depois, Putin dirigiu-se ao Conselho Nacional de Segurança russo e afirmou que os erros cometidos não se podem repetir.

O relatório da defesa britânica revela que a rússia enfrenta dificuldades em providenciar treino militar e em encontrar oficiais que liderem as novas unidades.

O processo relacionado com as regiões onde se realizaram referendos prossegue na Rússia.

O presidente da DUMA anunciou que os deputados se reunem esta segunda-feira para discutir as emendas constitucionais relacionadas com a integração dos territórios anexados.

A rússia vai consultar as autoridades das regiões de Kherson e Zaporizhzhia, que recentemente anexou, para saber como se vão definir as novas fronteiras.

O porta-voz do kremlin, Dmitry Peskov, referiu que esse processo vai passar pelos residentes daquelas regiões. "Vamos continuar a consultar a população que vive nessas zonas", disse.

O governo de Putin está empenhado na criação rápida das condições para que cada cidadão que vive nos territórios anexados "se sinta protegido, esteja num único campo jurídico do ponto de vista da proteção social, do sistema financeiro e do espaço económico".

O presidente russo está a seguir as mesmas medidas que tomou quando a rússia anexou a crimeia, há oito anos, que também foi integrada na federação russa após um referendo realizado sob ocupação militar.

A anexação obrigará a uma emenda ao artigo 65 da constituição, para que as atuais 85 entidades federais passem a ser 89.

 

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