Entre esses indivíduos, está o tenente-general Aleksandr Chayko, "o oficial russo que tinha a patente mais alta e estava na Ucrânia quando começou a invasão em grande escala".
A União Europeia impôs esta segunda-feira sanções a nove militares russos que "desempenharam um papel crucial" no massacre de Bucha, na primavera de 2022, e a outros quatro indivíduos por desinformação sobre a guerra na Ucrânia.
Estas sanções foram aprovadas durante uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, em que participa o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel.
Em comunicado, o Conselho da UE indica que os nove cidadãos russos sancionados devido ao massacre de Bucha tiveram um "papel crucial nos eventos e são por isso responsáveis por ações que comprometem ou ameaçam a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia".
Entre esses indivíduos, está o tenente-general Aleksandr Chayko, "o oficial russo que tinha a patente mais alta e estava na Ucrânia quando começou a invasão em grande escala".
"Era o comandante principal na Ucrânia quando as tropas russas entraram em Bucha", indica a instituição.
Estas sanções abrangem também "outros altos responsáveis militares que comandaram tropas russas na Ucrânia nos primeiros dias da agressão e que cometeram atrocidades contra residentes de Bucha e de áreas vizinhas, como Hostomel, Irpin e Borodianka".
"No exercício das suas funções, lideraram as suas unidades numa altura em que centenas de civis foram assassinados, em alguns casos vítimas de execuções brutais. As tropas que estavam ao seu comando estiveram igualmente envolvidas em saque, tortura e em forçar civis a remover corpos de soldados russos mortos", frisa o Conselho.
Além destas medidas contra militares russos, os ministros dos Negócios Estrangeiros aprovaram também sanções adicionais contra quatro indivíduos responsáveis por "atividades híbridas" e desinformação contra a União Europeia (UE) e os seus Estados-membros.
Serguei Klyunchenkov, apresentador russo de televisão e rádio, é um dos visados, por ter apelado a "mais violência contra a Ucrânia, incluindo contra civis", além de defender a "ocupação dos Estados bálticos e sugerido ataques de retaliação contra países que apoiam a Ucrânia, como os Estados Unidos, a Turquia, Alemanha, França ou o Reino Unido".
Outro dos visados é Ernest Mackevicius, apresentador do telejornal do canal televisivo estatal russo, que "tem divulgado regularmente narrativas falsas sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, sobre a própria Ucrânia e sobre as suas forças armadas".
Estas sanções atingem também dois cidadãos de origem europeia: Graham Philips, natural do Reino Unido, que a UE acusa de "justificar a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", e o francês Adrien Bocquet, "que se tem posicionado repetidamente como um amplificador da propaganda do Kremlin na Europa e na Rússia".
"Através das suas atividades, os indivíduos designados são responsáveis por apoiar as ações e políticas do governo russo, que comprometem a democracia, o Estado de Direito, a estabilidade e a segurança na UE e na Ucrânia", afirma o Conselho.
Além destas medidas relacionadas com a guerra na Ucrânia, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 aprovaram também sanções a três entidades e dois indivíduos responsáveis por ciberataques contra Estados-membros ou parceiros da UE.
A maioria dos visados são cidadãos e entidades chinesas, entre as quais a empresa Integrity Technology Group, acusada de ter "fornecido produtos que permitem aceder a dispositivos nos Estados-membros da UE".
A única exceção é a empresa iraniana Emennet Pasargad, que "obteve ilegalmente acesso a uma base de dados francesa de subscritores e pôs o seu conteúdo à venda na 'dark web'".
"Comprometeu também painéis publicitários para espalhar desinformação durante os Jogos Olímpicos de Paris de 2024", refere o Conselho da UE.
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