Mortágua considera "do mais elementar bom senso" acordo com PS ser escrito

Coordenadora do BE diz que acordo se deve focar nos conteúdos desse entendimento que deve ser sobre salários, educação, habitação e saúde.

26 de fevereiro de 2024 às 17:08
Mariana Mortágua Foto: LUÍS FORRA/LUSA
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A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, considerou esta segunda-feira "do mais elementar bom senso" que um eventual acordo pós-eleitoral com o PS seja escrito, focando-se nos conteúdos desse entendimento que deve ser sobre salários, educação, habitação e saúde.

No debate desta manhã nas rádios, que opôs quase todos os líderes de partidos com assento parlamentar, Mariana Mortágua e Pedro Nuno Santos concordaram sobre o facto de um eventual acordo depois das eleições de 10 de março ser escrito, tendo o líder do PS elogiado a posição do antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que em 2015 exigiu aos partidos da geringonça um compromisso assinado.

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"Acho que é do mais elementar bom senso. Já o disse várias vezes. Não há um acordo que não seja escrito. Ouvimo-lo esta segunda-feira pela primeira vez da boca do secretário-geral do PS", respondeu a líder do BE aos jornalistas quando se juntou esta tarde ao protesto dos trabalhadores da Teleperformance, em Lisboa.

Mortágua afirmou que ficou a saber desta posição de Pedro Nuno Santos no debate e, questionada se tinha ficado surpreendida, respondeu que a única razão pela qual não ficou foi "porque esta é a única forma de haver um acordo, é ele ser escrito".

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"Já foi assim no passado. Penso que devemos naturalizar essa questão e focarmo-nos nos conteúdos e os conteúdos são salários, educação, habitação e saúde", defendeu.

Para a líder do BE, "a única forma de fazer o acordo duradouro que transforme a vida da maioria das pessoas é se o acordo serve para uma legislatura" porque é dessa forma que "se pensam políticas a longo prazo", permitindo o facto de ser escrito que este possa ser escrutinado.

"Agora é a determinação política, é a vontade política, é a força do voto que pode garantir as condições para termos uma lei laboral diferente para termos melhores salários em Portugal", enfatizou, deixando claro que "a questão laboral é tão importante como a questão da saúde, da habitação, da educação".

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Estas prioridades para o país "é o que pode fazer com que Portugal vire a pagina da maioria absoluta, recupere das crises que foi alimentando e possa ter um futuro mais digno para toda a gente que aqui quer viver".

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