Pedro Nuno chama eleitores que deram maioria a Costa
PS apela a quem votou no partido em 2022 e a quem ainda não escolheu. Pizarro e Assis ao lado do líder socialista.
“Sempre votei PS e é a primeira vez que tenho dúvidas”, revela-nos Renato Pereira dentro da sua loja de vinhos no centro do Porto. Aos 71 anos viu a caravana de Pedro Nuno passar e torce o nariz: “Até domingo, é ver o que se vai passar.”
É um dos muitos indecisos que o candidato do PS quer convencer. “Neste momento temos de conseguir que as pessoas vão votar”, sublinha Pedro Nuno Santos, ao dizer que não se pode correr o risco de “acordarmos com um governo da AD”.
O líder do PS ignora a chuva que cai durante arruada na rua de Santa Catarina. “É abençoada”, diz com um sorriso ao lado de Pizarro e Assis. O mesmo faz aos estudos de opinião. “Não sei o que as sondagens mostram ou deixam de mostrar” atira. Fala de uma “maioria invisível” que “não está na TV, nas redes sociais e que as sondagens subvalorizam”.
O secretário-geral do PS não esquece o que deu a maioria absoluta nas últimas eleições e chama os desiludidos. “Quero que as pessoas que foram votar em 2022 no PS confiem que temos capacidade para avançar”, repete ao longo da arruada. A poucos dias do ato eleitoral não se compromete com negociações futuras, já que “primeiro temos domingo”. No meio da confusão, enquanto o líder discursa no fim da Rua de Santa Catarina está Maria Raquel, de 75 anos. “Estou aqui desde as 15h para o ver”, diz. Uma espera de três horas, “quais são as qualidades de Pedro Nuno?”, perguntamos. “Não sei. Voto é PS”, responde com convicção. Já o indeciso Renato Pereira desabafa: “Se não for PS, será AD, mas não sei...”
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt