Portugal terminou o Grupo K na segunda posição, atrás da Colômbia, e vai agora enfrentar a Croácia nos 16 avos de final.
O médio Bernardo Silva afirmou esta terça-feira que a Croácia, adversário nos 16 avos de final do Mundial2026 de futebol, tem um estilo mais parecido a Portugal e apontou Modric como um ídolo, mas quer seguir em frente.
"É uma seleção europeia, tem um estilo de jogo mais parecido com o nosso. É uma seleção com muita qualidade, conheço bem o espírito croata, tenho lá amigos, e é seleção muito aguerrida", avisou o médio, em conferência de imprensa que decorreu no Gardens North County District Park, em Palm Beach, nos Estados Unidos.
Portugal terminou o Grupo K na segunda posição, atrás da Colômbia, e vai agora enfrentar a Croácia nos 16 avos de final, num jogo agendado para quinta-feira, pelas 19:00 locais (00:00 de sexta-feira em Lisboa), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá, que será arbitrado pelo norueguês Espen Eskas.
Bernardo Silva rejeitou o favoritismo luso para a próxima partida, mas salientou que o objetivo é garantir a qualificação para os oitavos de final.
"Favoritos não sei. Temos respeito pela Croácia, vontade de fazer as coisas bem e seguir em frente, que é o nosso objetivo", defendeu,
O médio considerou ainda Luka Modric, capitão da seleção croata, como um ídolo e até recordou o dia em que lhe pediu a camisola, num confronto entre o Manchester City e o Real Madrid, a equipa em que vai continuar a carreira depois de sair da formação inglesa.
"O Luka é um ídolo para mim. É uma grande inspiração e fico feliz por ver que ainda joga a este nível com esta idade. Já joguei contra ele muitas vezes, até lhe pedi uma camisola, que é uma das mais especiais que tenho em casa", frisou.
Em relação à fase de grupos, Bernardo Silva reconheceu que o objetivo era terminar em primeiro, mas que o segundo posto não é o "fim do mundo", considerando que o duelo com os colombianos foi um "bom teste" para perceber a dificuldade do Mundial.
"Ficámos com a sensação que podíamos fazer melhor as coisas e existem coisas a melhorar. O positivo é que numa competição a eliminar, nunca vão existir jogos perfeitos. Senti que o jogo não foi perfeito, mas fomos competitivos, mantivemos a baliza a zero e podíamos ganhar. A seleção está preparada para ser competitiva e eliminar qualquer seleção, mesmo nos dias em que as coisas não corram bem", garantiu.
Frente aos colombianos, Bernardo Silva explicou que faltou a Portugal controlar o jogo com bola e que esse é um fator essencial para a seleção jogar bem, alertando para a importância de manter sempre o equilíbrio.
"Num Mundial, as seleções são todas muitas fortes. Nos últimos 10 anos, sinto que o futebol é mais tático, mais analisado e é difícil ganhar. O que vimos até agora nos 16 avos de final não me surpreendeu", assegurou.
Bernardo Silva explicou ainda que é difícil adaptar o estilo de jogo de todos os futebolistas lusos, referindo que Portugal não tem a vantagem de todos jogarem quase na mesma maneira, como Espanha ou Alemanha, em que muitos jogadores crescem e evoluem no próprio país.
"Nós não temos isso, a maioria dos portugueses jogam fora, em estilos diferentes e essa adaptação é difícil. O Bruno Fernandes joga de forma diferente no clube dele do que o Vitinha e o João Neves e esta adaptação é uma luta constante", concluiu.
O Mundial2026, o primeiro com 48 seleções, decorre até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
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