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Espanha: a segunda fase da hegemonia do tiki-taka

Espanhóis voltam a somar a conquista do Mundial ao Europeu. Seleção do país vizinho lidera várias estatísticas, com destaque para apenas um golo sofrido nos oito jogos da competição.

21 de julho de 2026 às 01:30

O nulo com Cabo Verde surpreendeu o Mundo. Contudo, depois desse empate na 1.ª jornada, paulatinamente a Espanha impôs o seu futebol, vencendo os sete jogos que se seguiram, embora tenha precisado do prolongamento para conquistar o título diante a Argentina.

A vitória no Mundial é a confirmação de uma segunda fase da hegemonia espanhola. Com Luis de la Fuente, que já tinha conquistado os Europeus de sub-19 em 2015 e de sub-21 em 2019, 'nuestros hermanos' voltaram a arrebatar um Campeonato do Mundo dois anos depois de um Europeu. A primeira vez que o tinham feito foi em 2008 e 2010, tendo somado ainda um segundo Europeu consecutivo em 2012.

O talento de uma nova geração já tinha ficado evidenciado com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em 2024, mas o triunfo categórico no Mundial comprova que o tiki-taka está bem e recomenda-se.

O sucesso da aposta no controlo do jogo através da posse de bola, sufocando o adversário, sem esquecer uma rápida e eficaz reação à perda do esférico, fica demonstrado por várias estatísticas. Na estreia do formato alargado da competição, agora com um máximo de oito jogos possíveis, Espanha não sofreu qualquer golo em sete partidas. E só por uma vez Unai Simón foi batido (proeza do belga Charles De Ketelaere).

Além disso, Espanha foi a equipa com mais finalizações, passes, cruzamentos, pedidos de jogadores desmarcados para receber a bola, corridas a alta velocidade, arrancadas e perdas de bola forçadas ao adversário.

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