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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Seleção no Mundial: Martínez projeta mexidas no onze

‘Vírus’ do Congo vai provocar alterações na equipa nacional para o jogo com o Uzbequistão.

19 de junho de 2026 às 01:30

A recuperação de Rúben Dias, e a sua inclusão no trabalho conjunto em relvado, foi a boa notícia que surgiu após o dececionante resultado que a Seleção Nacional registou com a República Democrática do Congo no jogo de estreia no Mundial. O empate a uma bola, em Houston, alterou os planos para o dia seguinte que se esperava que fosse de calma, descanso e tranquilidade.

Ora, perante o resultado e, sobretudo, face a uma exibição confrangedora de uma equipa que se assume como candidata ao título, o plano de trabalhos mudou. Os jogadores acordaram cedo e dirigiram-se para o centro de treinos de Palm Beach Gardens onde trabalharam durante duas horas.

A sessão foi de recuperação ativa para os que estiveram na partida frente aos congoleses, mas de treino intenso para os restantes de forma a que todos estejam em pleno no jogo com o Uzbequistão e que vai ter também como palco o estádio coberto de Houston.

A recuperação de Rúben Dias já faz adivinhar mudanças por parte de Roberto Martínez no onze para o segundo jogo. O defesa do Manchester City é considerado um pilar pelo selecionador e estando bem fisicamente irá retomar o lugar, devendo ter como parceiro Renato Veiga. Tomás Araújo não esteve mal, mas ficou ligado ao golo da seleção do Congo numa falha de marcação reconhecida, aliás, pelo próprio.

E se o meio-campo de luxo não vai sofrer alterações, embora se exija muito mais, especialmente a Bruno Fernandes que esteve muito longe de mostrar porque foi eleito o melhor jogador da Premier League, já no ataque apenas Cristiano Ronaldo permanece intocável. João Félix, que surpreendentemente não foi utilizado, deverá ser titular, e Pedro Neto, a jogar de início, estará no flanco direito onde consegue o melhor rendimento para si e para a equipa. Isto implica a provável saída do onze inicial de Bernardo Silva que foi uma das grandes desilusões da exibição de Portugal em Houston.

Em suma, não sendo catastrófico o resultado da estreia portuguesa no Mundial deixa tudo em aberto para as restantes partidas do grupo K. Mas que o Congo lançou um alerta forte à Seleção, disso não restam quaisquer dúvidas.

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