Terreiro do Paço foi pequeno para tamanha enchente de apoiantes lusos que seguiram com entusiasmo e emoção a partida frente à República Democrática do Congo.
As dezenas de milhares de adeptos que acompanharam esta quarta-feira em Lisboa a estreia da seleção portuguesa de futebol no Mundial2026 não esconderam o desalento pelo empate, embora salientando que este "não abala a confiança".
O Terreiro do Paço foi pequeno para tamanha enchente de apoiantes lusos que seguiram com entusiasmo e emoção a partida frente à República Democrática do Congo, relativa à primeira jornada do Grupo K da fase final do Campeonato do Mundo. No final, o empate alcançado refreou alguns ânimos do público português, que, apesar de mais cauteloso, continua a acreditar num resultado de destaque.
"Essa visão de sermos favoritos [ao título mundial], acho que tem de ser um passo de cada vez. Cada jogo é uma vitória para disputar e só mais para a frente poderemos ver como pode correr. Mas acho que [o empate ante a República Democrática do Congo] não abala", declarou Tomás Garcia, adepto português, pouco após o apito final.
Marcelo Proença, amigo que o acompanhava, mostrava-se crítico relativamente à produção apresentada pela equipa portuguesa frente à congénere congolesa: "Portugal foi muito pobre, pois temos uma seleção muito forte, como toda a gente sabe, e éramos os favoritos para ganhar este jogo".
O desalento verificado na multidão que, em poucos minutos, esvaziou a histórica praça lisboeta contrastou com a confiança manifestada por adeptos como Marcos Heleno, que, pouco antes do apito inicial, elogiava a preparação feita por Portugal para disputar a fase final deste campeonato do mundo e até considerava que a seleção portuguesa iria vencer por números dilatados.
"Vamos dar uma 'surra'! Aposto em 7-0, acredito muito na nossa equipa. Acho que nos preparámos bem com a Nigéria, porque as equipas africanas são muito raçudas, fortes e agora com a República Democrática do Congo não será muito diferente. Temos a baixa do Rúben Dias, mas acredito que eles também não vão penetrar muito na nossa defesa", antecipava o adepto luso.
Entre milhares de portugueses ávidos por uma entrada a vencer no Mundial2026, encontrava-se uma dezena de (ruidosos) adeptos da República Democrática do Congo, entre os quais Octavie, uma congolesa que, em bom português, expressou "um sentimento especial" por apoiar o seu país em Portugal, mas também reconheceu estar de coração dividido.
"Há aqui muito sentimento envolvido, porque gosto muito da República Democrática do Congo, mas também gosto de Portugal e, por isso, não sei que equipa vou escolher para apoiar. É a melhor que ganha e que vença a melhor", desejou a adepta congolesa de origem, mas a assumir uma 'costela' bem portuguesa, que, tal como os seus amigos e compatriotas, deixou o Terreiro do Paço em clima de festa, face ao empate conquistado frente a Portugal na jornada inaugural do Mundial2026.
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