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Correio da Manhã

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Cláudia foi com Filipe ver os aviões

Pedido de casamento foi feito no cimo da Torre Eiffel, em Paris.
Vanessa Fidalgo 17 de Maio de 2015 às 12:15
Cláudia foi com Filipe ver os aviões

Cláudia e Filipe trabalham no aeroporto de Lisboa há vários anos, mas nunca tinham reparado bem um no outro, tal é o corrupio de gente e bagagens que num vaivém lhes passa todos os dias pelos olhos. Acabou por ser uma viagem, com amigos, que precipitou a descoberta das mil e uma coisas que afinal os dois vigilantes tinham em comum.


Algumas dessas cumplicidades são típicas entre casais, outras nem por isso: Cláudia e Filipe gostam, por exemplo, de jogar vólei nas horas sem trabalho.

Ele foi jogador a sério em tempos e carrega agora o sonho de se tornar treinador e iniciar os mais jovens no desporto; ela chegou a pertencer a um núcleo da modalidade, mas só em conjunto retomaram a atividade. Entre juras de amor e promessas de futuro, lá vão dando uns toques, que põem ainda mais em forma o amor.

Sabem que é preciso fazer por isso, sobretudo porque a chama corre sempre o risco de se desvanecer na rotina ou na distância dos turnos noturnos que ambos cumprem no terminal do aeroporto.


O PEDIDO

Filipe é homem de tradições arreigadas. Talvez por isso, o pedido de casamento foi dig-no de um conto de fadas.


Primeiro, a demanda da mão da noiva ao pai, a preceito como nos bons velhos tempos. Depois, o anel de noivado escondido no casaco que embarcou com eles para Paris.


Filipe sabia que o sonho da sua amada era conhecer a Cidade Luz, e não se poupou ao reivindicar o ‘sim’ no topo da Torre Eiffel. Coisa de príncipe encantado, de quem ela nunca mais se separou. Já lá vai um ano de planos para a união oficial, que agora se consumará no altar da Sé de Lisboa, aos olhos de um País inteiro de testemunhas emocionadas.


A participação nos Casamentos de Santo António foi um desafio que Cláudia colocou a Filipe, sem sequer prever qual seria a reação do rapaz. Mas ele entusiasmou-se: "E porque não?" No dia seguinte estavam a preencher os papéis.

Para Filipe, é o coração que justifica todas as razões de tal ato: "Quero vê-la feliz. Feliz ao meu lado. Se ela for feliz, eu também serei feliz!" Ela cora, sorri e remete-se ao silêncio enamorado. O amor é assim mesmo. Às vezes não precisa de palavras.
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