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Correio da Manhã

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De miúdos a felizes para sempre

Eram adolescentes quando começaram a andar de mãos dadas no recreio da escola.
Vanessa Fidalgo 17 de Maio de 2015 às 12:00
Os noivos Tânia Marques e André Lopes
Os noivos Tânia Marques e André Lopes FOTO: Vítor Mota

Quando junho assomava no calendário e o Santo António levava as sardinhas e os arraiais aos pátios e escadinhas de Lisboa, Tânia Marques e André Lopes emprestavam o corpo às marchas populares e não terão sido poucas as vezes que se cruzaram na avenida da Liberdade em noite de orgulho bairrista e folia. Todavia, foi a caminho da escola, de mochila às costas, que se conheceram. Como é hábito nestas coisas do amor, foi ela que decidiu e quis conhecê-lo. Palavra puxa palavra e o amor adolescente nasceu e cresceu nos bancos da escola.

Ele tinha 16 e ela 17, mas as responsabilidades não se fizeram tardar. Dois anos depois nascia o primeiro filho. "Ao princípio foi um choque, mas fizemos aquilo que tínhamos a fazer e safámo-nos", conta ele, pai jovem e babado. De tal forma que um ano depois veio o segundo rebento e a vida nunca mais foi a mesma. "Sustentar uma família não é fácil, mas tudo se consegue. Até gostávamos de ter mais outro filho, para desempatar", diz o pai carregado de orgulho nos seus 25 anos.  São o mais jovem casal destes  noivos de Santo António.

NERVOS

Nos momentos maus sabem que podem contar um com o outro e isso já é coisa que vale ouro nos tempos que correm. "Se um se vai abaixo é o outro que tem de o animar", garante ele. Ela ri, de embevecimento e nervos, que é coisa que raramente  falta às noivas em vésperas de casamento. A boda foi promessa adiada e só mesmo com a seleção para o evento das Festas de Lisboa passou a realidade. André e Tânia aproveitam agora os preparativos e dos ensaios. "Gostamos de conversar com os outros casais. Afinal, é também com eles que partilhamos um dos dias mais importante das nossas vidas", conta ela. Uma alegria que querem fazer perdurar com "paciência e tolerância", ingredientes que não fogem à mistela singular do amor.



Daqui a 50 anos, estarão "mais encarquilhados" certamente, mas imaginam-se com a mesma ternura, para mostrar aos mais novos a passada certa dessa  prova de resistência e dedicação que é o casamento.
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