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Air Europa reprograma rotas na Venezuela para garantir ligações com Espanha

Companhia aérea irá manter esta operação de e para Valência até que seja possível restabelecer a normalidade no aeroporto de Caracas, preservando assim a ligação entre Espanha e a Venezuela.

30 de junho de 2026 às 12:49

A Air Europa reprogramou temporariamente as suas operações na Venezuela para garantir as conexões dos seus passageiros após o encerramento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, devido aos sismos da semana passada.

O objetivo é manter o serviço e facilitar o transporte de todos os passageiros afetados, pelo que a companhia irá operar esta semana três voos entre Madrid e Valência (Venezuela), utilizando o Aeroporto Internacional Arturo Michelena como alternativa enquanto se mantiverem as restrições operacionais em Caracas.

Os voos serão operados hoje, terça-feira, 30 de junho, e nos dias 02 e 04 de julho, com partida de Madrid às 14:30 (hora de Lisboa) e, no sentido inverso, com descolagem de Valência às 21:05 (hora local), minimizando o "impacto decorrente" da situação.

Além disso, a Air Europa flexibilizou a sua política de alterações para se adaptar às necessidades dos clientes afetados, sendo já possível consultar toda a informação sobre alterações de bilhetes, alternativas de viagem e atualizações operacionais através dos canais habituais de atendimento e no 'site' da companhia.

A companhia aérea irá manter esta operação de e para Valência até que seja possível restabelecer a normalidade no aeroporto de Caracas, preservando assim a ligação entre Espanha e a Venezuela.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o balanço oficial de segunda-feira.

Entre os mortos, há 60 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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