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Carneiro solidário com portugueses na Venezuela a atravessar "dos momentos mais difíceis" da vida

Líder do PS lembrou que a Venezuela "já tinha debilidades estruturais e infraestruturais muito grandes e agora ficou em situação autenticamente dramática para muitos milhares, se não mesmo milhões, de pessoas".

29 de junho de 2026 às 16:37

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou esta segunda-feira solidariedade para com os portugueses residentes na Venezuela, afirmando que a comunidade atravessa "um dos momentos mais difíceis" das suas vidas, na sequência dos sismos que afetaram o país sul-americano.

"Queria aproveitar esta oportunidade para deixar ficar uma palavra reiterada de solidariedade aos portugueses e às portuguesas que vivem na Venezuela e que estão a atravessar um dos momentos mais difíceis que, certamente, viveram nas suas vidas", declarou, à margem da sessão comemorativa dos 45 anos do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), no Palácio das Necessidades.

No evento, que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, José Luís Carneiro, que foi secretário de Estado das Comunidades, quis "deixar ficar uma palavra fraterna, solidária  para os que estão a sofrer nesta altura".

"Muitos perderam a vida, outros estão gravemente feridos e, portanto, é um momento de consternação para toda a comunidade nacional e eu queria deixar ficar uma palavra fraterna, solidária para os que estão a sofrer nesta altura", disse.

No dia anterior, o líder do PS defendeu que vai ser necessário reforçar o apoio que Portugal deu à Venezuela na sequência dos sismos, uma ajuda que não será apenas no curto prazo, mostrando disponibilidade do PS para este esforço.

"O envio do apoio é importante, foi positivo, mostrou uma sensibilidade, mas estou em crer que vai ser necessário reforçar as condições de apoio, não apenas para o curto prazo, mas para os termos em que as pessoas vão viver nas próximas semanas e nos próximos meses", defendeu José Luís Carneiro na sua intervenção final na Comissão Nacional do PS, que decorreu em Lisboa.

Referindo que conhece bem o país afetado por uma "tragédia muito grande", o líder do PS lembrou que a Venezuela "já tinha debilidades estruturais e infraestruturais muito grandes e agora ficou em situação autenticamente dramática para muitos milhares, se não mesmo milhões, de pessoas".

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 53 portugueses e lusodescendentes, e outros 89 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

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