Governante madeirense defende ainda que "este é o momento em que a solidariedade tem de se traduzir em ações concretas, rápidas e eficazes".
O Governo da Madeira vai criar uma estrutura para coordenar o apoio humanitário à comunidade madeirense na Venezuela e um elemento do gabinete do presidente do executivo madeirense parte quarta-feira para aquele país afetado pelos sismos, foi esta terça-feira anunciado.
Segundo a nota esta terça-feira distribuída pela presidência do Governo Regional da Madeira, o objetivo é criar" uma estrutura interdepartamental destinada a coordenar toda a resposta da Região Autónoma da Madeira às consequências dos sismos que recentemente atingiram Caracas".
Este grupo será liderado pela direção-regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE), em colaboração com as secretarias de Inclusão, Trabalho e Juventude e de Saúde e Proteção Civil do executivo (PS/CDS-PP) presidido por Miguel Albuquerque.
A missão é "centralizar informação, articular a atuação com as entidades institucionais competentes e coordenar todas as ações de solidariedade e ajuda humanitária dirigidas à Venezuela, com origem na Região", acrescenta.
Citado no documento, Miguel Albuquerque destaca que a Madeira "não fica indiferente ao sofrimento vivido pelas comunidades madeirenses e portuguesas na Venezuela".
O governante madeirense defende ainda que "este é o momento em que a solidariedade tem de se traduzir em ações concretas, rápidas e eficazes".
O chefe do executivo insularreforça que "quando os emigrantes madeirenses enfrentam uma tragédia desta dimensão, a Região responde de forma unida, organizada e solidária".
O Governo Regional também anuncia que o chefe de gabinete de Miguel Albuquerque, Rui Abreu, parte quarta-feira, para a Venezuela onde reside uma das maiores comunidades de emigrantes madeirenses no mundo e foi afetada pelos terramotos de 24 de junho.
Rui Abreu vai visitar áreas afetadas e contactará a comunidade, as instituições, assim como a Embaixada de Portugal na Venezuela e o Consulado Geral em Caracas, para "estabelecer o quadro mais fidedigno possível da atual situação dos madeirenses naquele país da América do Sul".
Também aponta que o Executivo da Madeira "definiu já um conjunto de medidas extraordinárias de apoio às comunidades madeirenses afetadas".
Entre as medidas decididas estão o reforço excecional do mecanismo de apoio ao movimento associativo da diáspora, a dotação inicialmente prevista no valor de 60 mil euros, que será aumentada para 150 mil euros, uma "verba integralmente canalizada para associações de caráter social e projetos de apoio desenvolvidos pela diáspora madeirense na Venezuela".
Conforme a nota governamental, "o objetivo é reforçar a capacidade de resposta das instituições que se encontram no terreno, apoiando as famílias mais vulneráveis que foram atingidas pela catástrofe"
"Queremos garantir que os apoios chegam rapidamente às pessoas que mais precisam, através das instituições que conhecem a realidade local e que diariamente acompanham as famílias afetadas", salienta Miguel Albuquerque.
Ainda será disponibilizada pela Cruz Vermelha Portuguesa uma Conta Solidária Regional destinada a apoiar associações, instituições particulares de solidariedade social e outras iniciativas solidárias para onde reverterão os fundos angariados na sociedade civil, empresas, instituições e cidadãos.
"Quando estiver definida, pelas instituições no terreno, as necessidades reais da população, será estruturada uma campanha de recolha de bens", destaca.
Complementa que a definição dos bens será efetuada em articulação com as entidades nacionais e internacionais de ajuda humanitária, que operam na Venezuela, para assegurar que "os materiais enviados correspondem às necessidades reais da população e que o seu transporte possa ser realizado de forma célere, segura e eficaz"
"Temos uma comunidade que sempre honrou a Região além-fronteiras e agora é o momento de retribuir esse legado, mobilizando todos os madeirenses para uma causa que nos une" sublinha Albuquerque.
O conjunto de iniciativas que estão até agora delineadas visam "assegurar uma resposta coordenada, eficaz e solidária perante uma das maiores tragédias naturais registadas recentemente na Venezuela, reafirmando o compromisso permanente da Região com as comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo", conclui o governo deste arquipélago.
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