Obras de Santa Engrácia
De norte a sul do País não faltam as popularmente chamadas de obras de Santa Engrácia, expressão normalmente utilizada para designar “aquilo que não tem fim”.
Veja-se o que se passa na Praça de Alvalade, em Lisboa, onde boa parte do espaço público está ocupado por grades. Primeiro, foram as obras do Metropolitano, debaixo de terra; agora são as obras à superfície. O tempo passa e não se vê um fim. E quando se pergunta quando termina a intervenção, a resposta nunca é conclusiva. “Prevê-se a sua conclusão até ao final deste ano”, diz o Metropolitano de Lisboa. E assim andamos, num país onde as obras nunca começam a tempo e horas e não se sabe quando acabam. Quanto muito, prevê-se. E quando acabam, têm que se lhe diga.
É o que acontece mais a norte, em Vizela, onde uma mente engenhosa concebeu uma mini-rotunda com um poste de electricidade no meio! Como se isto não bastasse, nem sequer existe sinalização. O problema ainda vem do tempo em que Vizela não era autónoma e fazia parte do concelho de Guimarães. Já lá vão onze anos. Os anteriores executivos camarários nunca resolveram esta situação. Espera-se que este novo executivo dê conta do recado e faça a devida correcção. Mas sem se deixar levar pelo espírito das obras de Santa Engrácia...
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