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Correio da Manhã

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MÃOS À OBRA

Os lamentos da Câmara de Elvas não servem de nada. Sob pena de o depósito de entulho perto do Aqueduto da Amoreira crescer de tal forma e transformar-se no muro das lamentações.
26 de Setembro de 2004 às 00:00
MÃOS À OBRA
MÃOS À OBRA
A burocracia não pára de nos surpreender. É maior a preocupação com as normas e preceitos legais em vigor do que com a segurança. Só assim se explica que um equipamento vital para a segurança, neste caso uns semáforos instalados num cruzamento, na Figueira da Foz, estivessem sem funcionar desde Julho.
Não deixámos cair o caso no esquecimento e, após vários alertas, podemos anunciar que os semáforos instalados no cruzamento da Rodoviária já funcionam.
Foi a nossa leitora Elisabete Bertão que chamou a atenção para este caso. No dia 3 de Setembro publicámos a sua carta. Na resposta, a autarquia figueirense justificava o atraso com as normas e preceitos legais em vigor, pois a vistoria necessária à ligação dos semáforos não era do seu pelouro, mas sim da Associação Certificadora das Instalações Eléctricas.
Enquanto as várias entidades intervenientes num processo tão ”complicado” como a ligação de uns simples semáforos se escudavam com as normas e preceitos legais em vigor, o Correio do Leitor foi insistindo na denúncia do problema. E apesar do desfecho positivo não nos deixamos encandear pelo pisca-pisca dos semáforos. Situações como esta ocorrem em todo o País. Se para cumprir as normas e preceitos legais em vigor é necessário esperar quase dois meses para ligar uns semáforos, algo está mal.
Amigo leitor, neste espaço que é o seu procuramos ajudar a resolver o que ninguém resolve. Como tal, não vamos deixar cair no esquecimento o atentado ambiental perpetrado em Elvas, onde um depósito de entulho cresce de dia para dia, bem perto do Aqueduto da Amoreira.
Já denunciámos esta situação e a Câmara de Elvas prometeu intervir. Mas ficou-se pela promessa. Sabemos que esta situação tem origem na falta de civismo. Mas também sabemos que é mais fácil deitar lixo num terreno já sujo do que conspurcar um terreno limpo. Em vez de a autarquia lamentar a falta de civismo de alguns munícipes, que tal deitar mãos à obra e limpar o terreno em causa?
Os lamentos não servem de nada. Sob pena de o depósito de entulho junto ao Aqueduto da Amoreira crescer de tal forma e transformar-se num muro das lamentações...
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