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Correio da Manhã

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MORRER DUAS VEZES

Queremos ver o prometido reforço em meios técnicos e humanos para a limpeza da freguesia de S. Sebastião, em Setúbal. Promessa foi feita em Junho. Só agora vai abrir concurso.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
MORRER DUAS VEZES
MORRER DUAS VEZES
Oeiras esteve a um passo de figurar no Livro Guinness dos Recordes. Só não consta por ‘culpa’ do nosso leitor Artur Fernandes.
Se em vez de se queixar ao Correio do Leitor tivesse alertado os editores do Livro Guinness dos Recordes, a estas horas Oeiras era famosa por ter uma rua onde se morre duas vezes.
As placas que assinalam o início e final da Rua João dos Reis Gomes não mentem. Numa delas, garante-se que o professor e escritor nasceu em 1869 e morreu em 1950. Metros à frente, outra placa garante que o mesmo João dos Reis Gomes nasceu em 1869 mas que morreu em 1959! Ou seja: em poucos metros, João dos Reis Gomes morreu duas vezes.
Há mais de um ano que o nosso leitor Artur Fernandes denunciou esta situação à Câmara de Oeiras. A edilidade nada fez. Artur Fernandes decidiu expor o caso ao Correio do Leitor, que confrontou a Câmara de Oeiras com esta bizarra situação. A autarquia reconheceu o erro e garantiu que a placa errada (1869/1959) vai ser substituída. Mas se, em devido tempo, tivesse dado ouvidos ao munícipe o erro já estava emendado.
Entretanto, o presidente da Junta de Freguesia de Bucelas fez-nos chegar um reparo acerca da sinalização na sua freguesia. Diz Tomás Roque que tem a preocupação de identificar esta região saloia. Garante ainda que não foi retirada nenhuma placa de identificação. Acreditamos, sr. presidente. A informação que transmitimos relativamente à regularização da sinaléctica foi veiculada pela Câmara de Loures. Convidamos os nossos leitores a deslocarem-se a Bucelas e verem com os seus próprios olhos se a sinaléctica é a mais correcta.
Também queremos ver com os nossos próprios olhos o prometido reforço em meios técnicos e humanos para a limpeza da freguesia de S. Sebastião, em Setúbal. Isto porque, em Junho, a autarquia garantiu ir abrir concurso público nesse mesmo mês e que, em Setembro, os meios já estariam no terreno. Passou-se Junho, Julho, Agosto e Setembro. Esta semana, o presidente da edilidade sadina, Carlos Sousa anunciou que só agora é que vai abrir concurso público. “Se não houver ajuda da população, isto não resolve nada”, advertiu ainda Carlos Sousa. Tem toda a razão, sr. Presidente. Mas a Câmara tem que dar o exemplo. E quanto mais depressa cumprir o que prometeu, melhor.
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