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Correio da Manhã

Eu Repórter CM
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Quem paga a crise é quem menos pode

Rui Veloso fala ao 'CM' sobre a Função Pública, a Segurança Social e a Casa da Música.
31 de Dezembro de 2005 às 00:00
1- FUNÇÃO PÚBLICA. É aceitável aumento salarial (1,5 por cento) abaixo da inflação?
- Acho que não é admissível. É verdade que temos uma Função Pública pesada, mas também é verdade que os funcionários públicos têm direito a aumentos dignos. Que raio de democracia é esta em que trinta anos depois do 25 de Abril quem paga a crise é quem menos pode?
2- SEGURANÇA SOCIAL. Baixas fraudulentas deviam ser penalizadas? De que forma?
- A fiscalização devia ser mais actuante. Mas a culpa não é apenas de quem pede baixa, sem ter necessidade. Há o outro lado, ou seja, quem cauciona esse tipo de baixas. Enfim, é um esquema bem português... É o chico-espertismo nacional. Para que o nosso país seja competitivo as pessoas têm de trabalhar.
3- CASA DA MÚSICA. Justificam-se subsídios públicos de dez milhões de euros por ano?
- Há que ver é se o retorno cultural justifica esses custos. A Casa da Música é um projecto que nunca vai dar dinheiro. É um monumento ao novo-riquismo. Não me parece bem que num país pobre como o nosso se pague uma obra para dois ou três guetos musicais.
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