Correio da Manhã

Tollan, o navio que ninguém conseguia retirar do Tejo
Foto Eduardo Neves/Correio da Manhã
O casco do Tollan ficou a fazer de plataforma para gaivotas durante anos
Foto Arquivo Correio da Manhã
Foto Eduardo Neves/Correio da Manhã
Foto Arquivo Correio da Manhã
Casco do porta-contentores passou a fazer parte da paisagem do Terreiro do Paço
Foto Eduardo Neves/Correio da Manhã
O cais da Praça do Comércio, em 1980
Foto Arquivo Correio da Manhã
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Foto Arquivo Correio da Manhã
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Foto Arquivo Correio da Manhã
Foto Arquivo Correio da Manhã
Uma tentativa frustrada de rebocar o Tollan, em maio de 1982
Foto Arquivo Correio da Manhã
Foto Salvador Ribeiro
Uma das tentativas (falhadas) de retirar o casco, em 1982
Foto Arquivo Correio da Manhã
Foto Arquivo Correio da Manhã
O Tollan a ser rebocado para o cais, em 1983
Foto Arquivo Correio da Manhã
O Tollan ancorado no Jardim do Tabaco, depois de, finalmente, ter sido endireitado e removido do meio do Tejo
11:34
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Porta-contentores naufragou em frente ao Terreiro do Paço em fevereiro de 1980.

O acidente aconteceu numa manhã de nevoeiro, a 16 de fevereiro de 1980. O porta contentores Tollan, de bandeira britânica choca, em pleno estuário do Tejo, com o navio sueco Barranduna. O gigante dos mares tomba sobre si próprio e arrasta para a morte 4 dos 16 tripulantes, incluindo a mulher do oficial de máquinas, Colin Campbell.

Quando os mergulhadores conseguem entrar na embarcação, já nada podem fazer pelos que ficaram aprisionados nos camarotes

O que a seguir se seguiu, foi uma longa saga de tentativas frustradas de remover o navio. Durante quase quatro anos, o Tollan permaneceu encalhado em frente à principal praça lisboeta e entrou no anedotário nacional. O Tollan (ou a versão aportuguesada, Tolan) deu nome a cafés e restaurantes e entrou no léxico como sinónimo de "encalhado".

Os jantares de solteiros passaram, por exemplo, a designar-se como "jantares tollan". Eo monstro de metal, com o casco a boiar no Tejo, ganhou várias alcunhas. O 'Porta-Aviões das Gaivotas', 'A Baleia Vermelha', 'O Farol dos Cacilheiros', eram alguns dos epítetos usados para o navio naufragado.

O navio, visto como um perigo para a navegação - em outubro de 1980, um ferry chegou a chocar com o casco do Tollan -  só foi removido do Tejo em dezembro de 1983.

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