Carlos Heitor Cony (1926-2018)
Morre escritor que achava que era mudo.
Considerado mudo até aos quatro anos, tinha um problema de dicção resolvido aos 15 com uma operação.
Mas o que faltava na oralidade, abundava na escrita.
Jornalista, autor de 17 romances e oito livros de crónicas, de novelas e argumentos de cinema, dizia não ter disciplina para ser de esquerda nem firmeza para ser de direita, mas foi preso pelo regime militar seis vezes.
O vulto do existencialismo brasileiro morreu sexta-feira, aos 91 anos.
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