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20 artistas cabo-verdianos em concerto solidário para as vítimas dos ciclones em Moçambique

Organização espera levar cerca de 15 mil pessoas ao Estádio da Várzea.
Lusa 25 de Julho de 2019 às 11:34
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Ciclone Idai no Zimbabué
Quase 20 artistas e grupos cabo-verdianos vão subir ao palco no sábado, na cidade da Praia, para um concerto solidário com as vítimas dos ciclones em Moçambique, com a organização a esperar cerca de 15 mil pessoas.

Denominado de "Nu kanta pa Moçambique" (vamos cantar por Moçambique), o concerto solidário é organizado pela Cruz Vermelha e Governo de Cabo Verde, Câmara Municipal da Praia e artistas.

Em declarações esta quinta-feira à agência Lusa, o músico cabo-verdiano Manuel de Candinho, membro da organização, disse que "está tudo pronto" para ser montado no Estádio da Várzea.

O músico avançou que os artistas já começaram a chegar à cidade da Praia, o que vai acontecer até o dia do espetáculo, com Tito Paris a ser o último a aterrar na capital cabo-verdiana.

A organização espera levar cerca de 15 mil pessoas ao Estádio da Várzea, não só para ouvir música, mas também para angariar fundos para apoiar as vítimas de ciclones em Moçambique.

Bulimundo, Cordas do Sol, Fidjus de Codé di Dona, Gil Semedo, Beto Dias, Solange Cesarovna, Boy G Mendes, Mika Mendes, Tito Paris, Mito Kaskas, Willian Araújo, Tony Fica, Apollo G, Lavvy Santos, MC Tranca Fulha, Mindela Soares, Zé Rui de Pina, são os grupos e artistas que vão subir ao palco.

A entrada no recinto do Estádio da Várzea vai custar entre 800 a 1.000 escudos (sete a nove euros) e o espetáculo está previsto para arrancar às 22:00 locais (00:00 em Lisboa).

Até agora, Manuel de Candinho disse que a mensagem sobre o concerto solidário passou, graças a uma "campanha forte" realizada há várias semanas nas redes sociais, rádios, televisões e nas ruas da capital cabo-verdiana.

Além do concerto beneficente, a Cruz Vermelha de Cabo Verde já realizou uma campanha de solidariedade às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique, tendo recolhido mais de 45 mil euros e centenas de bens.

O vice-presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, José Avelino de Carvalho, garantiu que os valores e bens recolhidos vão ser entregues às autoridades moçambicanas até ao mês de agosto próximo.

Cabo Verde prestou ainda assistência humanitária a Moçambique, com o envio de uma equipa de 12 técnicos que durante duas semanas desenvolveu atividades em diversas áreas de saúde no país.

Várias organizações da sociedade civil cabo-verdiana também têm realizados atividades de angariação de fundos para apoiar as populações moçambicanas.

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março, provocando 604 vítimas mortais e afetando cerca de 1,8 milhões de pessoas. Pouco tempo depois, Moçambique voltou a ser atingido por um ciclone, o Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matando 45 pessoas e afetando outras 250.000.
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