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Cabo Verde leva apelo ao combate às alterações climáticas às Nações Unidas

País africano vive uma seca que se prolonga há mais de dois anos.
Lusa 23 de Setembro de 2019 às 16:40
Ministro de Estado de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire
Ministro de Estado de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire
Ministro de Estado de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire
Ministro de Estado de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire
Ministro de Estado de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire
Ministro de Estado de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire
O Governo de Cabo Verde vai apelar na Assembleia Geral das Nações Unidas ao combate global às alterações climáticas, problema que refere estar a afetar aquele país insular, nomeadamente face à seca prolongada.

A posição foi transmitida esta segunda-feira na cidade da Praia pelo ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, em conferência de imprensa de antecipação da participação do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, na 74.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na sexta-feira, em Nova Iorque.

Segundo o governante, Cabo Verde leva à reunião magna da ONU a garantia que o país "irá cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável, principalmente na parte das mudanças climáticas".

"Nós já estamos a sofrer praticamente todos os dias os efeitos das mudanças climáticas, com a seca e outros eventos naturais, pelo que Cabo Verde tem todo o interesse, por ser um país vulnerável ambientalmente, em que se faça um combate acérrimo a essas mudanças climáticas", explicou Fernando Elísio Freire.

Cabo Verde vive uma seca que se prolonga há mais de dois anos, com consequências desde logo na produção agrícola do país.

No âmbito da 74.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, realiza-se esta segunda-feira o Encontro de Cúpula sobre Ação Climática, que reúne mais de 80 líderes internacionais em Nova Iorque.

"O que estamos a fazer é transformar o nosso país num país muito mais resiliente, com investimentos na área ambiental, mudança de comportamentos na relação com o ambiente e fazermos uma transição do nosso país na forma como encara o seu processo de desenvolvimento, colocando o ambiente como uma estrutura normal do processo de desenvolvimento. Ou seja, o país não se adaptar àquilo que está a acontecer, mas o país estar naturalmente alinhado com aquilo que se está a fazer no mundo", afirmou o ministro de Estado.

A comitiva cabo-verdiana que esta segunda-feira chega aos Estados Unidos é liderada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e integra ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, e o secretário de Estado para as Finanças, Gilberto de Barros, com uma agenda paralela à Assembleia Geral da ONU que se prolonga até 01 de outubro.

"A nossa presença nas Nações Unidas será também uma oportunidade para reivindicarmos a nossa história como país que sempre contribuiu para o multilateralismo, para o diálogo e para o consenso. E não deixaremos de fazer valer a nossa posição geoestratégica que torna Cabo Verde um país incontornável na história da paz mundial, mas também uma referência na capacidade de compromissos e de alcançarmos os objetivos a que nos propomos. Estamos convictos que esta semana, nas Nações Unidas, todos reconhecerão a ambição do nosso povo, da nossa resiliência e do nosso inconformismo", destacou Fernando Elísio Freire.

Desenvolvimento sustentável, erradicação da pobreza, mitigação das assimetrias regionais, garantia do acesso à educação, à arte e à cultura, bem como proteção social e a promoção do empreendedorismo e da formação profissional são objetivos internacionalmente assumidos pelo Governo de Cabo Verde.
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