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Multimilionário sul-africano pede desculpa por ter dito a Trump que África o adorava

Comentários de Motsepe originaram várias críticas dentro do continente africano, incluindo dentro do Governo do seu país.
Lusa 28 de Janeiro de 2020 às 17:39
Patrice Motsepe
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Patrice Motsepe
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Patrice Motsepe
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump

Um multimilionário sul-africano pediu esta terça-feira desculpa por ter falado em nome de África junto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem disse que era adorado pelo continente, durante o Fórum Económico de Davos.

Num vídeo partilhado em várias plataformas sociais, o multimilionário Patrice Motsepe é visto a dirigir-se a Trump, dizendo que África adora a América e o Presidente norte-americano.

"África adora a América. África adora-o. É muito, muito importante. Queremos que a América tenha sucesso. Queremos que você [Trump] tenha sucesso. O sucesso da América é o sucesso do resto do mundo", afirmou Motsepe, num vídeo que foi partilhado milhares de vezes.

Donald Trump respondeu ao sul-africano, dizendo: "Fez um grande trabalho, muito obrigado".

Os comentários de Motsepe originaram várias críticas dentro do continente africano, incluindo dentro do Governo do seu país.

O ministro das Finanças da África do Sul, Tito Mboweni, afirmou que a posição do multimilionário não representa a do Governo.

O líder da província de KwaZulu-Natal, Sihle Zikalala, apontou que Trump não é um amigo do partido no poder, o Congresso Nacional Africano, e que a África do Sul não tem nada a ganhar com o Presidente norte-americano.

Numa declaração emitida esta terça-feira, Patrice Motsepe defendeu que o debate sobre as suas afirmações o expôs a diferentes posições.

"Tenho o dever de ouvir estas opiniões diferenciadas e gostaria de pedir desculpa. Eu não tenho o direito de falar em nome de qualquer pessoa exceto do meu", referiu o multimilionário.

Motsepe afirmou que as suas declarações pretendiam encorajar as negociações entre a administração de Donald Trump e os líderes políticos africanos, entre "o crescente 'feedback' de certos líderes políticos e empresariais americanos de que a África do Sul e alguns países africanos são anti-América" e contra a sua liderança política.

Patrice Motsepe, cunhado do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, foi o primeiro africano negro a constar na lista de "bilionários" da Forbes.

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