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25 mil militares nas ruas da África do Sul para manter a ordem

Onda de violência desencadeada com a prisão do ex-presidente já fez, pelos menos, 117 mortos. Foram detidas 2200 pessoas.
Manuela Guerreiro 16 de Julho de 2021 às 08:21
Soldados
Soldados FOTO: KIM LUDBROOK/EPA
O Governo da África do Sul quer colocar nas ruas 25 mil militares para travar a onda de violência e de pilhagens, desencadeadas com a prisão do antigo presidente Jacob Zuma, no passado dia 7, que cumpre uma pena de 15 meses. Já morreram, pelo menos, 117 pessoas e 2200 foram presas. Centenas de lojas e de negócios foram saqueados, incluindo comércio de portugueses. Muitos populares estão armados e tentam proteger as suas propriedades contra os saques.

“Submetemos um pedido para que sejam destacados cerca de 25 000 militares. Estamos a tentar encontrar uma solução de meio termo entre os 75 000 [proposta pelos partidos da oposição] e os 10 000 efetivos propostos pelo Presidente da República. Por isso vamos começar com os 25 mil”, disse a ministra da Defesa, Nosiviwe Mapisa-Nqakula. O reforço militar aguardava esta quinta-feira aprovação do Conselho Nacional de Segurança e do Presidente da República, Cyril Ramaphosa.

Pelo menos 20 negócios de portugueses, na sua maioria em Gauteng, foram afetados pelos distúrbios, saques e intimidação. O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, garante que os serviços diplomáticos na África do Sul estão focados no apoio aos portugueses e volta a pedir cautela à comunidade, num momento em se verificam várias manifestações violentas.

Estima-se que residam na África do Sul cerca de 450 mil portugueses e lusodescendentes.
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